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Categoria: A climatização

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O Acondicionamento dos peixes para a reprodução

O Acondicionamento dos peixes para a reprodução é um processo muitas vez negligenciado, mas na realidade este processo vai ajudar na boa formação dos alevins.

Acondicionamento signi­fica simplesmente levar o peixe ao estado em que ele é capaz de se reproduzir e se deseja-lo. Na prática qualquer peixe que está com boa saúde é capaz de se reproduzir. Mas as vezes, as coisas são um pouco diferentes. O que requer em primeiro lugar é uma alimentação nutritiva e de boa qualidade, e é também necessário uma temperatura apropriada e é claro boas condições químicas da água. Os peixes destinados à reprodução devem acondicionamento rece­bendo frequentemente pequenas quantidades de comida. E dar alternadamente a comida seca, umas refeições de alimentos vivos, ou seja, Dáfnia, Tubifex, Vermes, etc o que torna uma boa forma de acondicionamento. Os peixes que foram deixados durante muito tempo em condições de carência podem sofrer danos irreparáveis no seu mecanismo reprodutor. Estes peixes, mesmo quando o ambiente é melhorado para lhes proporcionar excelentes condições de reprodução, eles são incapazes de se reproduzir.

 

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acondicionamento dos peixes

Estimulação

Não se conhece ainda perfeitamente todos os factores que estimu­lam a produção de ovos dentro do corpo da fêmea. Desde que os peixes desfru­tem de boas condições de vida, muitas fêmeas começam automaticamente a produzir ovos. Também a outros peixes requerem uma estimulação externa mais específica.

O Tilapia macrocephala requer vários factores ambientais que podiam influenciar a postura. Por exem­plo, muitas fêmeas quando totalmente isoladas continuem a ter postu­ras a intervalos irregulares, a visão do macho aumenta a frequência dessas posturas. Além dos estímulos visuais, a influências químicas ou vibratórias aumentam ligeiramente a quantidade de posturas.

O Tilapia ocupa uma posição intermédia entre os animais que ovulam espontaneamente e os que requerem um estímulo exterior antes de ovularem. Faz notar que se poderiam colocar muitos vertebrados nesta categoria intermédia e que a divisão entre os vertebrados de ovulação espontâ­nea, e os que não são espontânea, é muito menos nítida do que geralmente se supõe. Os estímulos requeridos não se limitam necessariamente à visão do sexo oposto. É bem conhecida a reacção de muitos peixes a mudança parcial da água. Um cardume de Brachydanio rerio entrará num estado frenético de desova pelo simples facto de se lhes mudar parcialmente a água, ainda que apenas uma ou duas vezes.

Têm sido realizados diversos estudos com certos peixes destinados a deter­minar qual o efeito da duração do dia solar na frequência da postura. Verificou-se que relativamente a certas espécies, o aumento do número de horas de luz corresponde a um aumento na frequência da postura. Foi levado a cabo um estudo exaustivo sobre o efeito da luz sobre as plan­tas e, através dos respectivos resultados, chegou-se à conclusão de que certas plantas são realmente afectadas, não pelo número de horas de luz, mas antes pelo número de horas de escuridão. Assim que a escuri­dão é interrompida mesmo que seja por um breve clarão, o efeito dessa escuridão sobre a planta é completamente alterado. É possível que esse factor afecte também os peixes.

A época de reprodução

Há muitas espécies de peixes em que os machos e as fêmeas vivem separados, e só se juntam na época da reprodução. Mesmo nas espécies em que os machos e as fêmeas andam em cardumes, há no habitat natural espaço suficiente para permitir à fêmea evitar o macho quando não está pronta para o receber. Ora isto não é possível dentro do nosso aquário. Quando os peixes dos dois sexos estão juntos os machos perseguem as fêmeas e com consequência disso elas desovam com pouca frequência e de qualquer maneira.

Para conseguir que o peixe esteja em boa forma física para a reprodução têm-se que separar os casais da mesma variedade. As fêmeas devem ser convenientemente alimentadas e tratadas para que se verifique um bom desenvolvimento dos ovos. E só serão colocadas junto aos machos, no aquário de reprodução quando se encontrarem plenamente receptivas e prontas para uma desova fácil e completa. As fêmeas que atingem estas condições de receptividade e estando separadas dos machos, estão por vezes tão ansiosas pela desova que acontece que duas fêmeas iniciem o ritual de acasalamento e desovem. Esses ovos são estéreis como é evidente. Esse acidente não tem importância pois as fêmeas em breve ficarão novamente cheias de ovos. No caso desta prática se repetir deve encontrar a fêmea agressiva e mudá-la para um outro aquário.

As vezes podem acontecer que a fêmea tem dificuldade na postura. Isso acontece por motivo de uma alimentação em excesso ou a uma descida súbita da temperatura da água. A fêmea que apresenta estes sintomas deve ser mudada para um aquário de tratamento e deve se adicionar à água uma colher de chá de sulfato de mag­nésio para cada 1,5 litro de água. E deve fornecer-se aos peixes alimentos laxativos, como Dáfnias vivas.

O acondicionamento e a relação entre a alimentação e a reprodução

Os peixes raramente comem de mais e quando se fala em excesso de alimenta­ção dos peixes de aquário, o termo refere-se geralmente ao facto de lhes serem fornecidas quantidades de comida superior àquela que estão dispostos a consumir. Os peixes podem comer muitas vezes mas sem­pre em pequenas quantidades de cada vez. Podemos orientar-nos pela seguinte regra prática no que se refere à quantidade de alimento a for­necer aos peixes de cada vez, o estômago de um peixe é do tamanho do respectivo olho. Deve portanto fornecer-lhe de cada vez uma quan­tidade de alimento suficiente para cobrir a superfície do olho. Os alimen­tos vivos que podem conter do aquário é 85 % de água, portanto podemos fornecermos uma quantidade maior de alimento vivo. Mas neste processo todo temos ter noção a não exagerar no acondicionamento dos peixes.

Dois dos alimentos preferidos dos reprodutores são as Dáfnias e as Larvas de mosquito vivas. Como qualquer destes alimentos pode sobre­viver no aquário não tem nenhum problema em fornecer aos peixes em uma só vez uma grande quantidade pela manhã, a suficiente para todo o dia, o peixe vai consumindo-o ao longo do dia. Quando se fornece uma quan­tidade razoável de Dáfnias de uma só vez, tem-se que ventilar mais o aquário porque estes crustáceos consomem uma grande quantidade de oxigénio. As larvas de mosquito respiram o oxigénio do ar.

Pode-mos também fornecer de uma única vez a dose diária de Vermes brancos ou Tubifex, colocando-os numa pequena tigela com cerca de 7,5 cm de profundidade assente sobre o fundo do aquário. Os peixes vão buscar os vermes à medida que querem comê-los sem que haja o perigo de os espalharem no fundo do aquário. Deve utilizar-se a tigela mesmo quando o fundo do aquário não está coberto de cascalho porque os ver­mes podem introduzir-se entre as lajes do fundo do aquário ou entre as paredes de vidro, onde será difícil retirá-los.

Só a experiência permite determinar quando um peixe está em condições de se repro­duzir, o que acontece muito rapidamente depois de uma boa observação ao longo das várias tentativas. Os criadores condicionam geralmente um número de peixes superior àquele que pretendem utili­zar na reprodução. E depois escolhem-se entre esses peixes os mais belos e os de cores mais vivas, ou seja os que lhes parecem estar em melho­res condições físicas. Os machos prontos para a reprodução são os que apresentam as cores mais vivas, o macho nessas condições irradia um brilho especial. Outras indicações de que o macho está em condições de se reproduzir é o aspecto roliço do corpo e a tendência para uma movimentação cons­tante e agressiva a toda a volta do aquário.

A fêmea apresenta também cores mais vivas, mais não tão brilhantes como as do macho, este facto é muitas vez responsável pelo bom acondicionamento dos peixes.

O abdómen distende-se à medida que os ovários se vão enchendo de ovas e a fêmea pode apresentar um comportamento específico, em que os períodos de agitação alternam com períodos em que se mantém imó­vel num canto do aquário, com a cabeça ligeiramente mais baixa do que a cauda. Pode-se mudar um terço da água do aquário o que esti­mula geralmente a desova. Durante o condicionamento deve manter-se a temperatura do aquá­rio a níveis compreendidos entre os 26 e os 27,5 graus. A reprodução pode se dar em qualquer altura do ano. Os peixes que constroem ninhos de bolhas de ar mostram que estão prontos para a reprodução quando começam a preparar ou a construir o ninho. Pode-mos observar que o peixe só se reproduz quando está em condições de o fazer.

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O Acondicionamento dos peixes para a reprodução
Sobre o autor | BioPeixe
A minha paixão é a aquariofilia já desde da década de 80, mais precisamente em 1983, o ano da descoberta do mundo da aquariofilia com o meu primeiro aquário de 60 litros, neste momento posso dizer que tenho um conhecimento médio/alto. Não deixe de colaborar, seja enviando fotos de espécies ou artigos a serem publicados (sujeito a aprovação) para isso basta escrever para o autor correio eletrónico. Website: BioPeixe.com
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