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Categoria: Alimentação

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Alimentar os peixes dos vários nível do aquário

A relação existente entre nutrição e saúde é importância na dieta dos peixes, por isso temos de ter uma boa alimentação para os peixes.

Possivelmente será a alimentação dos peixes de aquário a faceta da aquariofilia que mais mudanças tenham acontecido nas últimas décadas. Por um lado tem aumentado o número de lojas que comercializam alimento vivo, uma vez que o seu recolhimento na natureza se torna cada vez mais difícil. Por outro lado, os preparados alimentares comercializados tem evoluído muito e oferecem, hoje em dia um amplo leque de produtos em que o aficionado elege segundo a suas necessidades. Se temos em conta além disso a relação existente entre nutrição e saúde, a importância da alimentação na reprodução dos peixes (objetivo final de qualquer bom aquariófilo) e os problema que surgem ao princípio até encontrar a frequência e doses adequadas de comida, não resta dúvida que se trata de um tema de grande interesse, tanto para o aficionado experiente como para o principiante.

nivel de alimentacaoOs tipos de alimentação nos peixes.

Tendo em conta o tipo de substâncias que constituem base da sua dieta podem-se diferenciar três tipos principais de alimentação, os herbívoros ou fitófagos, alimentam-se quase exclusivamente de matéria vegetal, os carnívoros ou zoófago, alimentam-se de matéria animal e os omnívoros que se alimentam de ambos os tipos de matéria. As maiorias das espécies deslocam-se preferencialmente por uma profundidade determinada. Assim também podemos distinguir entre espécies de superfície com a boca orientada para cima, e o dorso plano, e de águas neutras, com a boca dirigida para a frente, com a boca orientada para baixo, e a zona ventral plana.

 

No seu meio natural, as espécies de superfícies costumam alimentar-se de pequenos invertebrados que se deslocam ou caem na superfície da água. As espécies de fundo são em geral de alimentação omnívora e aproveitam qualquer resto existente no fundo da água. No aquário podemos encontrar representantes de todos estes grupos e espécies. É necessário colocar os meios adequados para que todos os peixes recebam a sua ração. Um aquário comunitário, com peixes de todos estes tipos resulta em princípio mais complicado de alimentar, no entanto, tem a vantagem de que o alimento não utilizado por um pode ser aproveitado por outro.

Requerimentos nutricionais na dieta dos peixes.

Os peixes igualmente ao resto dos animais obtém da degradação dos alimentos os componentes elementares necessários para fabricar as suas próprias estruturas corporais e a energia necessária para realizar as suas funções (respiração, reprodução, locomoção, etc.) Os peixes são dos vertebrados que melhor aproveitam os nutrientes que contem os alimentos. Assim enquanto um ser humano converte em tecido corporal próprio um 10% do que come alguns peixes como a truta castanha, converte ate 50%.

Nesta assimilação influem os fatores ambientais para citar um exemplo diremos que, para obter o mesmo crescimento, tem-se que proporcionar maior quantidade de proteínas segundo sobe a temperatura. Uma dieta equilibrada deve incluir alimentos que engloba os cinco grupos de componentes nutricionais básicos que são, proteínas, lipídios, carboidratos, vitaminas e minerais. Dietas pobres em um ou mais destes componentes ocasionam graves doenças. Dietas com um excesso de vitaminas lipossolúveis (Hipervitaminoses) ou de minerais como o cobre ou o flúor podem produzir intoxicações pois coagulam-se nos tecidos corporais. A proporção de cada um deles varia, dentro de valores médios, segundo os parâmetros físico-químicos do meio aquático e do tipo, idade e circunstâncias concretas de cada peixe.

  • As proteínas.
  • Os lipídios.
  • Os carboidratos.
  • Os minerais.
  • As vitaminas.

Proteínas:

Bioquimicamente são moléculas complexas formadas pela união de outros elementos mais simples chamados aminoácidos. Conhecem-se vinte tipos diferentes de aminoácidos, alguns devem ser recebidos diretamente do alimento pois não podem sintetizar-se. As suas combinações em número e posição na cadeia proteica dão lugar a um infinito número de proteínas diferentes, implicadas nas mais diversas funções metabólicas, com transporte celular, fonte de energia, defesa imunológica, regulação de reações bioquímicas, etc. Os requerimentos proteicos dos peixes são bastante elevados, em geral representam a metade ou mais do total de alimento ingerido. Os alevins e jovens em crescimento requerem proporções mais elevadas.

Lipídios:

Em princípio os peixes necessitam que cerca de 20% da sua dieta, pertença ao conjunto de substâncias conhecidas como lipídios ou gorduras. São utilizadas principalmente como reserva energética e isolante das condições externas, temperatura, humidade, etc. Os ácidos gordurosos linoleico, linoleico e o oleico não podem ser fabricados pelos peixes e devem ser contidos dos alimentos.

Carboidratos:

As necessidades de carboidratos na dieta dos peixes são pouco importantes. Intervém na obtenção de energia como fonte secundário depois das proteínas e em funções estruturais e imunológicas. Na fabricação de rações para piscicultura utilizam-se proporções de carboidratos maiores que as necessidades como substitutos de proteínas, devido a poupança económica que isto supõe.

Minerais:

Os minerais são imprescindíveis na dieta dos peixes. A proporção real varia segundo a espécie e idade de cada peixe. Habitualmente a quantidade de minerais na dieta não deve exceder os 4%. Podem-se diferenciar dois grupos de minerais em relação a quantidade requerida na dieta pelos peixes. Alguns como o zinco, feno, flúor, cobre, cobalto, iodo, manganésio, devem ser ingeridos em quantidades ínfimas a 0,0001% do peso dos alimentos. O potássio, fósforo, sódio, cloro, cálcio, magnésio e enxofre são requeridos em proporções maiores. Os minerais, geralmente em forma de sais, podem ser adquiridos pelos peixes dos alimentos ingeridos ou diretamente na água, por meio das brânquias. Intervêm em múltiplos processos metabólicos, como formação do tecido ósseo, regulação enzimática, regulação do PH e nível de hidratação, etc., além de fazer parte de muitas vitaminas e hormonas.

Tipo de alimentação

Vitaminas:

As vitaminas são substâncias orgânicas reguladoras do metabolismo e que o animal não é capaz de sintetizar. Devem ser portanto, ingeridas como os alimentos. É recomendável sem esquecer o risco de hipervitaminoses que a comida tenha um pouco a mais de vitaminas, porque costumam oxidar-se ou dissolver-se mesmo na água do aquário. As vitaminas na água do aquário tem um nome químico e/ou um nome alfabético, com ou sem subíndice. Dividem-se em dois grupos, segundo o fluido em que se dissolvam:

  • Hidrossolúveis (solúveis em agua): Acido Ascórbico (vitamina C, tiamina ou B1), Riboflavina (B2), Acido Nicotínico (B3), Acido Pantoténico (B5), Piridoxina (B6), Biotina (B8 também chamada vitamina H), Acido Fólico (B10), Cobalamina (B12), Inositol y Colina (vitamina j)
  •  Lipossolúveis (solúveis em dissolventes orgânicos): Retinol (vitaminas A), Calciferol (vitamina D), Tocoferol (vitaminas E, e vitaminas K). A quantidade de vitaminas requeridas depende do tipo de vitaminas em concreto e do tamanho, idade e situação do peixe, andando a volta da classe dos miligramas por cada quilo de alimento.

 

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Uma paixão que já dura desde da década de 80, mais precisamente em 1983, o ano da descoberta do mundo da aquariofilia com o meu primeiro aquário de 60 litros, neste momento posso dizer que tenho um conhecimento médio/alto. Bio-Peixe Grupo no Facebook ou Facebook