BioPeixe.com

Bio Beixe

Tudo o conhecimento para o seu aquario
Esta página teve 1.355 views
Noções de anatomia dos peixes de aquário

E importante saber um pouco de anatomia dos peixes

Os peixes são organismos pertencentes ao filo Cordata (animais com corda dorsal, notocórdio) e subfilo Vertebrada (animais com crânio cartilagíneo ou ósseo; com vértebras ou arcos vertebrais). Existem duas classes distintas de peixes, os Osteichthyes ou peixes ósseos (exemplo, sargos e robalos) e os Chondrichthyes ou peixes cartilagíneos (tubarões, raias e quimeras). De uma forma geral  é importante sabermos um pouco de anatomia dos peixes, para quando tivermos um peixe doente, sabermos aproximadamente distinguir em que parte do corpo esta a ser afectado.

Os peixes cartilagíneos, vulgarmente referidos pelos pescadores como “peixes-couro”, têm uma pele com escamas placoides e cinco a sete pares de brânquias em câmaras separadas. Os peixes ósseos têm uma pele com escamas ganoides, cicloides ou ctenoides e quatro pares de brânquias numa cavidade comum.

A Forma do corpo:

Noções de anatomia dos peixes, anatomia dos peixesNoções de anatomia interna dos peixes, anatomia dos peixes

 

 

 

 

 

 

 

 

Na  generalidade, a forma do corpo dos peixes aproxima-se da fusiforme, que é a forma ideal para a deslocação no meio aquático. No entanto a adaptação das diferentes espécies ao respetivo habitat natural, provocou inúmeras variações deste tipo de forma ideal. Assim, por exemplo os Escalares e os Discos, peixes que habitam cursos de água lentos no meio de grande quantidade de ramos de árvores submersos, raízes e plantas, apresentam o corpo comprido lateralmente e circular o que lhes permite manobrar rapidamente no meio destes obstáculos.

A espécie como as Zebras (Brachydanio), que evoluem a meia água por vezes em locais onde a água corre bastante, tem o corpo mais esguio aproximando-se da forma fusiforme, que é a que lhe permite uma natação mais rápida, utilizada eventualmente como meio de defesa. Os peixes que vivem junto ao fundo e que se alimentam de vermes e de detritos orgânicos tem geralmente o corpo estreito e alongado, de maneira a poderem procurar alimento em locais inacessíveis a outras espécies. Também podem enterrar-se na areia em caso de perigo, como acontece, por exemplo nos Cobitideos. Destes exemplos concluímos portanto que, pela forma do corpo de um determinado peixe, se podem tirar conclusões no que diz respeito ao seu habitat natural.

As barbatanas:

As barbatanas servem basicamente de órgão de propulsão e de estabilização, podem ser também utilizadas como travão.  Dividem-se em pares e ímpares, as barbatanas pares são as peitorais e as ventrais. As ímpares são a dorsal, que pode estar dividida em duas partes, a anal e a caudal. Algumas espécies apresentam uma pequena barbatana sem raios entre a dorsal e a caudal a que se chama barbatana adiposa. Estes raios nas barbatanas podem ser espinhosos ou flexíveis, neste caso chamam-se raios moles. O número e o tipo dos raios são de grande importância para a classificação das espécies.

Além de influenciar a mobilidade e a estabilidade dos peixes, as barbatanas podem desempenhar outras funções, nos Anabantideos, as ventrais estão prolongadas por um compridos filamentos que servem de órgão de tato para procurar o alimento. Os primeiros raios espinhosos  das barbatanas de alguns peixes podem servir de arma de defesa, mais raramente de ataque, como nas Corydoras. No caso dos Poecilídeos, os primeiros raios das barbatanas anal do macho estão reunidos de modo a formar um órgão copulador. Ainda nos Pantodontideos, as suas grandes barbatanas peitorais possibilitam-lhe fazer largos voos planados, de forma a escapar a eventuais predadores.

As escamas:

Os peixes têm o corpo, um revestimento de  escama, que se sobrepõem parcialmente formando um imbricado, como nas telhas de um telhado. O número de escamas mantém-se inalterável durante toda a vida do peixe, servindo em conjunto com os raios das barbatanas para a identificação precisa das espécies. Conforma o peixe vai crescendo, assim as escamas se vão também desenvolvendo, de forma a cobrirem sempre toda a superfície do animal. Este crescimento é periférico o que provoca na escama várias estrias concêntricas formando zonas de crescimento.

No inverno estas zonas são estreitas e na primavera, com o aumento do alimento as zonas apresentam-se mais largas. Desta forma é possível determinar a idade do peixe, do mesmo modo que nas árvores pelos círculos do tronco. As escamas estão recobertas por um muco segregado por umas células glandulares existente na epiderme. O muco é constantemente renovado, assim como as próprias células mucosas.

Coloração:

A cor dos peixes é devida a presença sob as escamas, de umas células com a forma estrelada chamadas cromatóforo. Estas células de paredes são extremamente elásticas apresentam coloração variável consoante o pigmento que possuem. As cores básicas são o vermelho, laranja, amarelo e preto. A coloração desempenha nos peixes, como nos outros animais essencialmente o papel de camuflagem no habitat natural. A cor pode variar com a disposição do peixe, com a hora do dia e até com a fase da vida.

Respiração:

Sobre a terra ou debaixo da água todos os seres vivos necessitam de respirar, isso é eliminar o dióxido carbónico e absorver oxigénio, a única diferença é que os peixes absorvem o oxigénio dissolvido na água. Para  isso possuem de cada lado da cabeça quatro arcos branqueais, cada um recoberto por duas pregas de pele muito fina e ricamente vascularizada a que se da o nome de branqueias ou guelras. A água entre pela boca e é obrigada a passar pelas guelras, onde se dão as trocas gasosas, saindo depois para o exterior por baixo dos opérculos. Alguns peixes desenvolveram órgãos de respiração acessórios para poderem viver em águas pobres em oxigénio, como por exemplo é o caso dos Anabantídeos e dos Cobitídeos. A circulação sanguínea dos peixes é bastante simples. O sangue rico em oxigénio proveniente das guelras é distribuído por todo o corpo, voltando ao coração carregado de dióxido carbónico, daí é enviado para as guelras, onde o dióxido carbónico é eliminado, dando-se de novo a absorção do oxigénio.

O funcionamento de todo o organismo do animal produz substâncias que tem de ser eliminadas do corpo. São elas o dióxido carbónico, as fezes e a urina. O dióxido carbónico é eliminado ao nível das guelras por meio da respiração, e as fezes resultantes da digestão dos alimentos, passam para o exterior pelo orifício anal. Junto ao ânus existe um outro orifício, por onde sai a urina e a água proveniente dos rins. Nos peixes os rins desempenham um papel bastante mais complicado do que na maioria dos animais.

Quando duas soluções de diferente concentração salina estão separadas por uma membrana porosa, a água tem tendência a passar da menos concentrada para a mais concentrada. Chama-se a este fenómeno osmose. É o que se passa nos peixes, nomeadamente na mucosa da boca e nas guelras. A concentração salina das células dos peixes de água doce é mais elevada do que a água que rodeia os peixes, o que provoca uma absorção constante de água para igualar a salinidade. Por isso nos peixes de água doce tem os rins como principal função a eliminação da água em excesso no organismo. Este é um dos motivos por que as mudanças bruscas na dureza e acidez da água do aquário são prejudiciais aos peixes mais sensíveis.

O aparelho digestivo:

A boca encontra-se guarnecida por dentes de forma e tamanho variáveis, conforme os hábitos alimentares de cada espécie. Os dentes não se encontram implantados em alvéolos, como no homem, mas fixados sobre as maxilas e distribuídos geralmente em várias fiadas concêntricas. Nos Ciprinídeos os dentes encontram-se situados na faringe, sob a forma de placas ósseas que trituram os alimentos. Os Peixes-balão apresentam os dentes soldados e formando duas placas em cada maxila, dai o seu nome de Tetraodon (Tetra=quatro, odon = dente).

Os peixes não têm glândulas salivares e a língua é geralmente insignificante, visto não existir uma mastigação dos alimentos. O tubo digestivo é semelhante ao do homem, a seguir a boca encontra-se o esófago, que se alarga para formar o estômago, continuando depois com o intestino, até terminar o ânus. Nos Ciprinídeos não existe estômago, o que é compensado por um intestino mais comprido. É no intestino, sob a ação das secreções do pâncreas e do fígado, que os alimentos são transformados e absorvidos pelo sangue, sendo as substâncias assim obtidas distribuídas por todo o corpo. O fígado dos peixes é bastante rico em vitaminas e como nos outros animais, constitui uma importante reserva de alimento que podem ser utilizados quando fizerem falta ao organismo. É por isso que os peixes podem suportar longos jejuns, de  semana ou mesmo meses.

Órgão dos sentidos:

O campo visual dos peixes é somente de alguns metros. Tem a possibilidade de diferenciar as cores, mas mal distinguem a forma dos objetos. Isto tem sido verificado em experiências, como aquela em que um macho faz a corte a um pedaço de plástico pintado com as cores da fêmea. O olho dos peixes não se adapta a luz como o do homem, pois não existe o efeito de diafragma na íris. Por isso os peixes em cativeiro devem ter uma luminosidade semelhante ao do seu habitat natural. O gosto e o olfato encontram-se bastante desenvolvidos nos peixes, fazendo com que pressintam a presença de alimento a grandes distâncias.

O ouvido pouco serve para a audição, e no entanto, é de assinalar a existência no ouvido interno de três vesículas cheias de líquido, e contendo em cada um, uma pequena peça óssea, chamada otólito. A utilização dos otólitos é mais a de manter posição de equilíbrio horizontal. O otólitos apresenta estrias, semelhantes as escamas que podem ser também utilizadas na determinação da idade dos peixes. Existe nos peixes um órgão bastante particular, chamada linha lateral. É constituído por um sistema de canais que geralmente percorrem todo o flanco do peixe, comunicando com o exterior por pequenos tubos que atravessam as escamas. Por meio da linha lateral o peixe apercebe-se da mínima vibração na água, ou da presença de qualquer obstáculo. O efeito é semelhante ao de um aparelho de radar.

Noções de anatomia dos peixes

A bexiga-natatória:

A bexiga-natatória é um órgão característico dos peixes, e encontra-se situada na metade ventral do corpo, por vezes ligada ao esófago por um pequeno tubo chamado canal pneumático. Pode desempenhar, varias funções das quais o equilíbrio hidrostático é a mais importante. O corpo dos peixes sendo mais denso de que a água tem tendência a ir para o fundo. É o que acontece nos peixes de fundo, em que a bexiga-natatória se encontra pouca desenvolvida ou por vezes ausente. Para que os peixes se possam manter em equilíbrio estável a qualquer profundidade, é necessária a presença da bexiga-natatória que, pela sua dilatação ou contração, determina a posição vertical dos peixes no meio líquido.

Pode também contribuir para melhorar a audição servindo como caixa-de-ressonância. Esta função em contar-se particularmente desenvolvida nos Ciprinídeos, em que a parte anterior da bexiga-natatória se encontra ligada ao ouvido interno por meio de um ossículo, e cujo conjunto se da o nome de aparelho de Weber. Em alguns peixes primitivos a bexiga-natatória desempenha o papel de pulmão, permitindo-lhe efetuar uma respiração acessória. Esta parece ter sido a função inicial da bexiga-natatória.

Algumas espécies podem emitir sons resultantes da fricção dos dentes faríngicos ou de placas dérmicas, os quais são depois amplificados pela bexiga-natatória. Os Ciprinídeos e os Cobitídeos podem também produzir sons, pela libertação do gás da bexiga-natatória através do canal pneumático. Certas doenças podem atacar a bexiga-natatória e os peixes enfermos perdem o equilíbrio. Na maior parte dos casos a doença é incurável, pelo que quando isso acontecer do aquário, é melhor matar os peixes afetados.

Trichogaster fasciata
Aponogeton Bernierianus
Aponogeton Bernierianus
O nosso grupo no Facebook
Aponogeton Bernierianus
The Aquarium
The Aquarium
Copyright © 1983- 2019 todos os direitos de autor reservado. Todas as informações e fotografias contidas nesta página não podem ser reproduzidas, mesmo parcialmente, sem o acordo do autor.
Uma paixão que já dura desde da década de 80, mais precisamente em 1983, o ano da descoberta do mundo da aquariofilia com o meu primeiro aquário de 60 litros, neste momento posso dizer que tenho um conhecimento médio/alto. Bio-Peixe Grupo no Facebook ou Facebook