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Categoria: Reprodução

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Como é simples fazer a criação de Corydoras em aquário

A criação de Corydoras não é muito difícil, em muitos caso tem acontecido em aquários comunitários.

Os Corydoras abrangem cerca de duas dúzias de famílias, que contêm por sua vez mais de mil espécies. Poucas destas espécies podem ser encontradas em aquários de interior, e nem todas se reproduzem em aquários. Apesar das grandes diferenças que existem entre as muitas famílias e entre as espécies da mesma família, pode sempre identificar-se um Corydoras como tal. Muitos aquaristas que pouco sabem a cerca da maioria das espécies de aquário, no entanto são capazes de identificar imediatamente um Corydoras, e sabem também que se trata de um peixe que se alimenta do fundo do aquário.

 

CorydorasUma das razões que levam a que os Corydoras sejam pouco populares como peixes de aquário consiste justamente no facto de se pensar que se alimentam de detritos e de matéria orgânica em decomposição. Têm sido pouco estudados, havendo por isso muita gente convencida de que podem alimentar-se exclusivamente dos restos deixados pelos outros peixes.

Porém um Corydoras não é um caixote de lixo. Aprecia como qualquer outro peixe, uma boa comida e tal como eles precisam de ser bem alimentado. Ao contrário do que vulgarmente se pensa, os Corydoras não comem detritos ou dejectos. São muitas vezes forçados a alimentar-se dos restos deixados pelos outros peixes e de algumas folhas em decomposição. Na realidade, quando o Corydoras come detritos, fá-lo porque tem fome, e não para limpar o aquário. Quando tem a barriga cheia, para de comer. Não espere que o seu Corydoras coma todos os detritos do aquário.

Alguns destes peixes têm a bocas em forma de ventosa, de que se servem para limpar as algas das folhas das plantas e outras superfícies lisas. Têm geralmente hábitos nocturnos, se bem que no aquário se acostumem a viver de dia. Muitos criadores de peixes de aquário estão convencidos de que o Corydoras é um peixe preguiçoso e ficam muito admirados quando acendem a luz do aquário durante a noite e o veem em movimento.

Os Corydoras precipitam-se por vezes para a superfície do aquário, para engolir umas goladas de ar. Uma modificação do seu trato digestivo permite-lhe assimilar o oxigénio do ar, portanto respirar o ar atmosférico debaixo de água. A maioria dos Corydoras se caracteriza pelos seus bigodes ou barbilhões carnudos.

O aquário ideal de reprodução para os Corydoras é um aquário instalado há muito tempo, cujo fundo esteja coberto por um depósito de sedimentos. As desovas de que tenho notícia tiveram lugar em aquários bastante grandes de 100 litros ou mais com uma altura de água compreendida entre os 7,5 e os 12,5 cm. A temperatura ideal parece ser de entre 21 e 23,5 graus.

Se bem que os Corydoras tolerem razoavelmente temperaturas mais elevadas ou mais baixas, é a estas temperaturas que desenvolvem uma actividade mais intensa. O pH não parece ser um factor crítico, se bem que um aquário antigo como o que descrevo tenha geralmente um pH situado entre os 6,6 e os 6,8.

O condicionamento dos Corydoras para a reprodução deve ser feito à base de uma dieta constituída por Tubifex, minhocas migadas, vermes brancos, bocadinhos muito pequenos de peixe cru e crustáceos, alimentos que devem ser-lhes fornecidos várias vezes por dia.

A identificação dos sexos

Quando estão prontos para a reprodução, após um condicionamento adequado, os sexos podem ser diferenciados com facilidade. Vista de cima, a fêmea é visivelmente mais larga. O corpo do macho, visto de cima, estreita muito para trás, imediatamente depois da cabeça. Os lados do corpo da fêmea descrevem, pelo contrário, uma curva suave até à cauda. Quando a fêmea está cheia de ovos, os seus flancos podem mesmo ser mais largos do que a cabeça.

Uma outra diferença entre a fêmea e o macho adulto reside no facto de a fêmea ser ligeiramente maior do que o macho. A forma da barbatana ventral também é diferente, a fêmea tem uma barbatana ventral mais arredondada. Esta diferença não é no entanto muito visível, a não ser quando as barbatanas estão estendidas, pelo que será preferível identificar os sexos pela forma do corpo.

Os Corydoras podem desovar em casais ou em grupos de seis ou oito. Quando se utiliza um grupo na reprodução, será preferível que esse grupo inclua uma maioria de machos. Outras características apresentadas pela fêmea apta para a reprodução, para além da forma roliça do corpo, consistem na vermelhidão da sua área ventral e do primeiro raio da barbatana peitoral, o qual também se torna mais grosso.

O abraço do Corydoras, ou pelo menos de algumas espécies deste género, é muito invulgar. Antes da desova o macho começa a fazer a corte à fêmea. Dança à sua volta e passa por cima dela a nadar, parando para esfregar os barbilhões no ponto em que a cabeça da fêmea pega com o corpo. Ao fim de algum tempo deixa-se afundar em frente da fêmea e vira-se de ventre para cima.

Colocando-se numa posição tal que a fêmea parece apoiar o queixo no estômago do macho, este encosta a barbatana peitoral aos barbilhões da fêmea. Mantêm-se nesta posição durante alguns segundos. Os corpos tremem durante este abraço e, quando se separam, podem ver-se os ovos na bolsa formada pelas barbatanas pélvicas dobradas da fêmea.

Esta nada então até um local previamente escolhido, pressionando o corpo de encontro a uma superfície lisa, a uma folha larga e plana ou ao vidro do aquário, e fixando os ovos nela. Não sabemos ao certo quando e como é que os ovos são fertilizados. Pensa-se que recebe o esperma na boca durante o abraço e que o deposita juntamente com os ovos na superfície escolhida para a desova. Este processo repete-se até terem sido depositados no local da postura de 100 a 300 ovos, brancos e leitosos. Estes ovos não são todos produzidos necessariamente com o mesmo macho. Quando uma fêmea começa a desovar, aceita todos os machos que se lhe ofereçam.

As fêmeas não costumam mexer nos ovos, mas de vez em quando um macho tenta despegar e comer alguns deles. O que não quer dizer que possa manter Corydoras num aquário onde se fez a reprodução de outros peixes, pois ambos os sexos comem com entusiasmo os ovos de todas as outras espécies de peixes, se bem que não comam os alevins.

A uma temperatura de 26,5 graus, os alevins saem do ovo ao fim de cerca de três dias. Ao contrário do que acontece com as crias de muitos outros peixes ovíparos, os pequenos Corydoras não aderem a uma superfície, caindo para o lodo do fundo do aquário. Durante este período podem ser-lhes fornecidas pequenas quantidades de Tubifex ou vermes brancos esmagados, larvas de mosquito esmagadas, gema de ovo, infusórios e uma pasta de flocos de aveia cozidos e passados pelo passador.

Depois da eclosão dos ovos convém colocar no aquário alguns caracóis, para evitar a poluição. Ao fim de quinze dias os alevins podem começar a comer micro vermes e vermes brancos migados (e não esmagados), além dos alimentos que já foram referidos. Há cerca de quarenta espécies de Corydoras, as diferentes espécies podendo cruzar-se entre si, o que dificulta uma classificação exacta.

Outras espécies

Temos ocasião de ver de vez em quando em aquário o Callichthys callichthys e o Hoplosternum thoracatum, que não comem detritos, como os Corydoras. Se bem que sejam geralmente classificados como espécies de aquário comunitário, os grandes exemplares destas duas variedades podem comer peixes mais pequenos. Dado que ambas as variedades têm hábitos nocturnos, fazem as suas depredações a coberto da escuridão. Dos dois, o Hoplosternum é o que encontramos com mais frequência em aquário.

Ambas as espécies constroem ninhos de bolhas de ar entre as plantas que flutuam à superfície da água ou, por vezes, por debaixo de uma grande folha flutuante. Os ovos são guardados pelo macho, que ataca com violência todos os intrusos. A reprodução faz-se num grande aquário, de água pouco funda, a uma temperatura de 26,5 graus, condicionando-se previamente os reprodutores por meio de uma dieta generosa de comida viva. Os machos adultos têm os barbilhões maiores.

“Loricaria parva”

Este Loricarídeo tem a particularidade de cuidar dos alevins. Os exemplares desta espécie (e de outras muito semelhantes) têm a boca em forma de ventosa, que lhes permitem comer pequenas quantidades de algas, aceitam no entanto com agrado toda a espécie de alimentos secos ou de origem animal, desde que sejam muito bem migados, para que se depositem no fundo do aquário. Preferem uma água pouco funda, de 20 a 25 cm de altura, uma temperatura compreendida entre os 23,5 e os 26,5 graus, um pH de 6,8 e um aquário pouco ventilado.

Vista de cima, a cabeça da fêmea é muito mais estreita do que a do macho, que tem uma forma angular e arredondada. Os reprodutores têm de ser condicionados durante um período bastante prolongado. Antes da desova os membros do casal de reprodutores escolhem um local plano e liso, que limpam cuidadosamente. Os ovos são grandes e de cor de âmbar, formando aglomerados de dois a cinco ovos, e a desova produz um número compreendido entre os dezanove e os setenta e um.

É o macho que guarda os ovos, pairando por cima deles e ventilando-os com as barbatanas peitorais. Também faz circular a água, levantando e baixando rapidamente o corpo. A incubação dá-se durante um período de dez dias. Os alevins nascem bastante grandes e podem ser alimentados com comida de origem animal bem esmagada.

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Practical Fishkeeping - 2016 - 09-Setembro
Practical Fishkeeping - 2016 - 04-Abril
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Uma paixão que já dura desde da década de 80, mais precisamente em 1983, o ano da descoberta do mundo da aquariofilia com o meu primeiro aquário de 60 litros, neste momento posso dizer que tenho um conhecimento médio/alto. Bio-Peixe Grupo no Facebook ou Facebook