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Categoria: Reprodução

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A criação do Krivensis ou Pelvicachoromis pulcher

No comércio de aquariofilia o Pelvicachromis pulcher é normalmente vendido sob o nome kribensis.

Mas o ideal, devermos referir ao peixe pelo seu nome científico, eliminando, assim, a questão do nome comum. Mas por uma questão de clareza, vamos referir ao Kribensis com o nome comum, e ao nome cientifico,  Pelvicachromis pulcher o qual seria mais correcto. O Pelvicachoromis pulcher ou Kribensis é um peixe colorido e fácil de cuidar e de criar que se inclui na categoria dos ciclídeos anões. Basta olhar que compreendermos como é que ele ganhou seu próprio nome. Durante a época da desova a fêmea exibe uma barriga brilhante de cor cereja vermelha.

Localização

Estas espécies são originárias no curso baixo do Rio Niger, onde este rio que quase nasce no deserto, já atravessou as savanas africanas, e se envolve nas selvas chuvosos na Nigéria, perto da costa do golfo da Guiné.

 Rio Níger, origem dos Krivensis

O Rio Niger tem um amplo delta, que começa a 150 km do mar, e que ramifico todo o seu caudal em múltiplos grandes e pequenos cursos. Nestas águas vamos encontrar desde uma vegetação exuberante alternado em alguns caso sem nenhuma vegetação ou com pouca, é onde vivem os pequenos ciclídeos de ventre vermelho no seu estado selvagem.

 Delta do Rio Níger, origem dos Krivensis

Diferença sexual

O Pelvicachromis pulcher ou Kribensis macho pode alcança os 8 cm de tamanho do corpo, ao que devemos somar uns 2,5 cm que correspondentes à cauda. Esta espécie apresenta uma acentuada diferença sexual, entre as fêmeas que são um terço mais pequeno do que os machos.

 Pelvicachromis Pulcher Krivensis Macho femea

As diferenças dos machos e das fêmeas adultas, principalmente são: as fêmeas se destacam pela coloração rosada muito intensa, praticamente vermelha do ventre e com os pontos nas barbatanas dorsais. Os machos apresentam o ventre menos rosado do que a fêmea, e a barbatana dorsal mais pontiaguda, embora não seja uma norma muito geral porque as vezes carecem totalmente destas pontas.

O que é um elemento seguro de diagnóstico, muito útil para diferenciar o sexo dos peixes jovens, é a terminação da ponta da barbatana dorsal e a formo arredondada da cauda da fêmea, o que os diferencia dos machos que a tem mais pontiaguda.

Recomendação: Reprodução do Brachygobius e do Gasterosteus aculeatus.

O Aquário

Depois de temos informações de como é o seu ambiente original, já podemos começar a preparar um aquário adequado para os nossos Kribensis. Eles não são muito exigentes no que diz respeito à qualidade da água, deve-se manter um PH neutro, uma dureza moderada e adicionar uma pequena quantidade de sal, uma colher de café para cada 10 litros. A temperatura oscila entre os 25 e 28 graus.

Eu sempre aconselho, para os manter e desenvolver se os peixes a temperaturas baixas dentro, logicamente, e dos limites, neste caso 25 graus. Assim, poupamos energia, e a vida do animal é mais longa e quando queremos proceder a sua reprodução podemo-los estimular com uma subida de temperatura. Deveremos tentar plantar o aquário de Kribensis com plantas de procedência similar ao seu habitat, o que é uma tarefa um pouco complicada, mais podemos plantar Vellisneria, Crytocoryne ou Echinodorus que tenham folhas duras para não sofrerem grandes danos.

Assim como, Musgo de Java e Ceratopteris, com o seu rápido crescimento, darão um ambiente sombrio muito apreciado pelos nossos Kribensis. Se os Kribensis tiverem uma iluminação demasiado intensa, vão se mostrar assustados e vão descolorar. A decoração pode ser constituída por pedras escuras, troncos e para proporcionar mais esconderijos, pequenos vasos de cerâmica. As cascas de coco também são adequadas. Como acontece com a maioria das espécies, quanto mais escuro é o solo e a parede do fundo, mais intensa e vistosa será a coloração dos Kribensis.

A Filtragem

A melhor filtragem para o aquário é um filtro exterior. Mais para se evitar, que a grande potência destes filtros aspira algumas crias, podemos o  ligar ao tubo que puxa a água de um filtro de fundo colocado debaixo da areia o que não é muito prático para a sua limpeza, mas nestes casos é eficaz. Entretanto, se o aquário é grande e não está muito povoado, pode-se aplicar uma filtragem mais suave. Para mais informações deverá consultar a secção Filtro de Fundo.

A Reprodução

Os Pelvicachromis Pulcher ou Kribensis não pais dedicados como os outros ciclídeos, a arrancar as plantas e a mover as pedras, o seu comportamento é parecido ao dos mais pequenos ciclídeos americanos. Entretanto, é imprescindível que cada casal tem pelo menos um refúgio de casca coco, vaso ou pedras.

 aquário dos Krivensis

 

Os aquários não têm que ser necessariamente grande. Dentro de um aquário de 30 litro se podem criar perfeitamente um casal adulto, embora o mais correcto seria em um de 60 litros, ainda melhor seria 2 ou 3 casais em 100 ou 120 litros. Num aquário comunitário, estas características incluí algum peixe de outras espécies que ocupe as partes altas do aquário, tais como, Ciprinodontideos ou Caracideos da mesma região africana. Após algumas semanas de vida, é aconselhável passar os alevins para um aquário de crescimento. Até lá os pais se ocupam em cuidar e defende-los. É uma maravilha observar o seu comportamento natural plenamente descontraída, mesmo que neste processo se perca alguma cria.

A Alimentação

A alimentação dos Kribensis não tem nenhuma dificuldade, eles aceitam sem problemas quase todos os tipos de comida seca. Como são peixes que ocupam a parte inferior do aquário, eles não gostam de ter que ir até a superfície para comer a comida que flutua, mas se são obrigados eles sobem e descem a uma velocidade vertiginosa. Mais também remexem o fundo a procura entre as plantas de Tubifex, Dáfnias e Artémia congelada ou viva e inclusive pedaços de comidos secas para se alimentar.

 comida para Krivensis

Recomendação: Reprodução dos peixes da família dos Ciprinodontídeos.

A Escolha dos casais

Para conseguir um ou vários casais de Pelvicachromis Pulcher ou Krivensis reprodutores deveremos reunir um grupo de vários jovens e esperar que cresçam e se desenvolvam no nosso aquário, é o mais natural. O casal forma-se por si só sem os graves problemas de compatibilidade. Mais mesmo  assim as vez não temos êxito da reprodução deste magnifico peixe isso deve a certas incompatibilidade entres os pares.

  1. Os exemplares não devem ser irmãos. Por vezes o lote que é disponível ao aquariófilo é produto de uma mesma criação, sendo assim, as criações destes produtores vão dar lugar a que os novos exemplares sejam estéreis, anões e disformados.
  2. Procura adquirir estes  animais em lugares diferentes, eu recomendo procurar criadores particulares que tenham feito criação, mesmo que apresentem tamanhos desiguais. Se o aquário é bastante grande não haverá nenhum problema ao chegarem  a adultos os seus tamanhos serão iguais.
  3. Os casais adultos que são demasiado grandes, por vezes não se adaptam ao novo aquário e por outro lado podem ser demasiados velhos para criarem.

O Condicionamento

Quando começamos a ver os peixes com as cores mais vivas, isso quer dizer que eles estão prontos para começar a procriação e por isso temos que começar por melhorar a qualidade da sua alimentação, dano-lhes comida vivo e congelada. Também será o momento de subir um pouco a temperatura de algum grau e renovar mais frequentemente parte da água.

Para saber mais sobre o condicionamento dos peixes deverá consultar o artigo com muito mais informações sobre o condicionamento. As vezes não damos muita importância ao condicionamento dos peixes quando pretendemos fazer a reprodução dos nossos peixes de aquário o que é errado, a importância é muita, o êxito vai depender em muitas vezes de fazermos um bom condicionamento, sobretudo para os que encube os ovos na boca.

O cortejo

São as fêmeas que iniciam o cortejo nesta espécie, e deve de ser por isso que elas estão dotadas de uma coloração intensa. Também em determinados momentos elas chegam a ser muito agressivas. Quando uma fêmea se prepara para criar, as suas cores avivam-se ainda mais do que é costume e com mais frequência entro no território do macho.

Até esse momento quando elas eram mais jovens, ou simplesmente se estavam adaptando a um novo aquário, o macho realizava um ataque frontal perante o qual a fêmea fugia e era muitas vez perseguida, a pobre fêmea se escondiam atrás do aquecimento ou entre os tubos do filtro. Não nos devemos preocupar com este comportamento é passageiro, porque a fêmea ao pouco começa a responder ao ataque do macho com uns ligeiros golpes e nadando a sua volta com as cores mais intensificadas.

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Acasalamento do Pelvicachromis Pulcher “Krivensis”

 

Quando a barriga da fêmea começa a mostrar sintomas de que os ovos estão a ficar no seu interior, não só não fogem do macho como ainda o provoca descaradamente. Então ela mostro o seu corpo dobrado em forma de “S” de maneiro que parece que a sua barriga esta ainda mais repleto de ovos. As suas barbatanas vibram rapidamente e em volta da sua barriga e a pele escurece, o que faz destacar ainda mais a coloração vermelha. Nesta altura o macho sabe reconhece-la como seu par e deixa de atacar e tenta chamara para o seu território.

Por outro lodo também ele inicia movimentos de cortejo com as suas barbatanas abertas, mostrando as suas manchas negras da barbatana dorsal e caudal, assim como as linhas douradas. Os dois membros do casal entram e saem continuamente do esconderijo o que antes era o território do macho, a fêmea inclusivamente colaboro na sua ampliação tirando areia com a boca.

Se todo o processo seguir sem problema a fêmea não tardará em mostrar a zona anal dilatado, é um sintoma evidente de que a desova está para muito breve. Muitas vezes acontece que neste preciso momento o casal decide que o local que tonto trabalho deu não é o lugar apropriado para desova e somente umas horas antes da desova, mudam o seu ninho.

Geralmente o sitio onde por fim se decidem em por os ovos está um pouco mais escondido que o anterior. Quando realizam a desova, muitas vezes o momento nos passam despercebido. Este pode se detectado porque os dois membros do casal revezam-se para entrar no esconderijo. Primeiro a fêmea põe os ovos enquanto o macho espera nervoso tentando entrar e quase empurrando a sua parceira para fecundar os ovos.

Estes pequenos problemas são ocasionados devido ao pequeno lugar onde eles escondem a desova. Se o casal se decide por um espaço mais amplo, como o interior de um vaso por exemplo, então passa umas horas sem os vermos. Uma vez terminado a desova e a fecundação, só a fêmea é que fica a cuidar dos ovos durante as primeiras horas. Ai o macho defendera com muita agressividade o seu território.

Os ovos são de cor âmbar, muito claros e mais opacos que dos outros ciclídeos. O seu número por desova é, naturalmente muito variável. Os jovens Kribensis ponham entre 40 e 100 ovos por desova. Os ciclídeos de ventre vermelho sabem ser muito bons pais, em especial as fêmeas que cuidam com dedicação as suas crias. Por vezes aparece algum macho que come os ovos normalmente a ponto de eclodir, mas a fêmea sabe ataca-lo duramente. E se for necessário tem-se que substituir o macho.

filhotes de Kribensis

Eclosão dos ovos

É bom dizer que a incubação dos kribensis é das mais longas do que as outras espécies de ciclídeos e não devemos desesperarmo-nos, o dia vai chegar. Em uma temperatura de 26 graus teremos os seguintes dados.

 

  • No segundo dia os ovos tornam-se mais escuros.
  • No terceiro dia após a postura já eclodirão mas não se movem, simplesmente é como se lhes tivessem crescido uma cauda aos ovos. Pela noite começam então a agitar-se.
  • No quarto dia agitam-se um pouco mais e caiam no solo, alguns ainda se apresentam colados entre si. Neste momento se estão com a mãe, ela encarrega-se de mudar para um lugar seguro ou qualquer outro esconderijo.
  • No quinto dia continuam igual, mas já se notam os olhos.
  • No sexto dia apresentam o corpo bem formado, inclusive já se distingue as diferencia da cauda e a cabeça que aparece  por um enorme saco vitelino.
  • No sétimo dia distingue-se também as barbatanas peitorais os olhos com a pupila e a boca.
  • No oitavo dia notam-se as primeiras manchas negras no corpo e começam a levantar-se do solo, tentando nadar.
  • Entre o nono e o décimo dia conforme a amplitude do esconderijo e a tranquilidade dos pais aparecem seguindo a sua mãe. Então já se distingue muito bem a “forma do peixe” com o saco Vitalino totalmente absorvido e com as principiantes manchitas formando linhas verticais muito diferentes em relação aos exemplares adultos. Nos dias sucessivos eles se alimentam basicamente com a Artémia e assim crescem depressa.

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Passeio da mãe kribensis “Pelvicachromis Pulcher” e os seus filhotes

 

Acompanham a mãe por todo o lado no aquário em busca de comida. É muito curioso quando a mãe se assusta ou se agita, as crias vão em direcção ao solo até que a mãe relaxe e volte a nadar tranquilamente. Há sempre  alguma cria que se afasta do grupo, então a mãe não demora em pega-la com a boca para leva-la de volta paro junto dos seus irmãos.

Durante um mês aproximadamente as crias mantêm as linhas verticais da sua coloração infantil, o seu crescimento é uniforme mantendo todos um tamanho igual. Seguidamente começam a aceitar a comido seca, finamente triturada e se dermos a mãe certos preparados caseiros, os filhotes rodearão a mãe para comer os restos que sai da sua boca. Alguns aquáriófilista defendem a tese que a fêmea “da de comer” as suas crias desta forma, mas não creio que se pode defender esta opinião por muito enternecedora que nos pareça.

Entre um mês e meio a dois meses os peixinhos são totalmente independentes. Os pais se disponham a fazer uma nova postura, é preferível separar as crias para um aquário maior para que elas poder crescer melhor. Algum jovem peixe atrasar-se-á no seu crescimento e pode acontecer que os seus irmãos lhe tornem a vida impossível acabando por morrer. Não tardam muito se manifesta as diferenças sexuais sobretudo porque os machos crescem mais depressa.

 

Para terminar gostaria de fazer alguns comentários sobre os aquariofilista que se dedicam a reprodução de peixe de aquário.

 

Infelizmente, muitos vezes os aquariofilista utilizam exemplares medíocres ou que são irmãos. Com eles produzem uma degeneração dos belos Kribensis. Estamos acostumados a ver os peixes quase sem tons dourados nas barbatanas, machos sem o tom azulado nas primeiras raias das pélvicas e além disso apresentam tamanhos cada vez mais reduzidos. Há que fazer um esforço por aumentar o interesse entre os aquariofilista e não esquecer de renovar o sangue com os magníficos exemplares que vão chegando nos importadores.

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Uma paixão que já dura desde da década de 80, mais precisamente em 1983, o ano da descoberta do mundo da aquariofilia com o meu primeiro aquário de 60 litros, neste momento posso dizer que tenho um conhecimento médio/alto. Bio-Peixe Grupo no Facebook ou Facebook