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Categoria: Alimentação

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As dáfnias são um excelente alimento para os alevins

As dáfnias são desde sempre reconhecida como sendo um excelente alimento para os alevins criados em aquário.

O alimento ideal para os peixes, da opinião dos criadores de peixes de aquário, é a dáfnia. Há várias espécies, as duas mais vulgares são a Daphnia pulex e a Daphnia magna. As dáfnias são geralmente apanhadas no seu habitat natural, porque as tentativas para a criação intensiva têm tido pouco êxito. Mas é perfeitamente possível fazer umas culturas de dáfnia, o problema é que a quantidade de água necessária é muito grande, proporcionalmente à quantidade que se obtém. Por exemplo, para fazer uma criação de dáfnia suficientes para alimentar os peixes de um aquário de 45 litros, é necessário ter um aquário de 225 litros onde se cria as dáfnias, o que não é prático dentro de casa.

 

Daphnia pulex, Dáfnias

Daphnia female, Dáfnias

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No seu habitat natural as dáfnias alimentam-se de organismos mais pequenos, principalmente de diatomáceas e de infusórios. Uma colónia de dáfnia limpa em pouco tempo um aquário de água esverdeada. Caso seja possível fornecer às dáfnias as quantidades de água esverdeada de que necessitam, podemos manter uma cultura durante algum tempo. Portanto tem de se fazer uma cultura de algas para alimentar a cultura de dáfnia, que servirão por sua vez de alimento aos peixes.

O procedimento de cultivo de algas tem evoluído bastante nestes últimos tempos, e atualmente tem-se feito culturas de algas com vista à alimentação de outros animais, talvez possam vir a ser aplicados na cultura de algas para a alimentação de dáfnia. Se a Chlorella, uma alga que está em vias de ser cultivada em grandes quantidades em certas instalações-piloto, for um alimento adequado para as dáfnias, ter-se-á encontrado a solução para este problema.

A recolha da dáfnia

O aquariofilista gosta de apanhar as dáfnias no seu habitat natural para a alimentar dos seus peixes. Poderá encontrá-las em águas estagnadas, sobretudo em charcos próximos de lixeiras ou estrumeiras. A melhor altura para apanhar as dáfnias é de manhã cedo, apresentam-se sob a forma de uma nuvem avermelhada situada imediatamente abaixo da superfície da água. Será mais fácil detectar as nuvens de dáfnia atando uma tarteira de lata na ponta de um pau comprido. Movimentando lentamente a tarteira um pouco abaixo da superfície da água, as dáfnias destacam-se melhor de encontro a esse fundo.

A rede com que se apanham deve ter um cabo de 2,50 m de comprimento, e de preferência articulado. O saco de rede deve ter cerca de 30 cm de diâmetro por 45 cm de profundidade. Os profissionais da recolha de dáfnia preferem uma rede de nylon, que não se deteriora tão rapidamente como uma rede de pano. O saco deve estreitar gradualmente até cerca de metade do comprimento, alargando novamente para baixo, em forma de bolsa. A rede não pode acabar em bico, se não as dáfnias são esmagadas ao formar uma bola. Deve se movimentar lentamente a rede dentro da água, descrevendo oitos, e deve despejar-se frequentemente a rede para dentro de um balde de água que contenha um grande pedaço de gelo. O balde não pode ser galvanizado. Nunca se pode apanhar muitas dáfnias de uma vez, porque sufocam se estiverem apertadas na rede.

Se a recolha foi boa, escorre-se o excedente de dáfnia, com uma rede, e dividem-se em pequenas porções, que se guardam em caixas de comprimidos ou em pequenas caixas de cartão fechadas, e congelam-se imediatamente. Se não as deixarmos descongelar, as dáfnias conservam se durante muito tempo o seu valor nutritivo e podem ser fornecidas aos peixes em qualquer altura. Basta raspar do bloco de dáfnia congeladas a quantidade necessária para a alimentação dos peixes, deixando-a cair directamente no aquário. Tem no entanto de se ter o maior cuidado com as quantidades fornecidas. As dáfnias congeladas não estão vivas, e os restos deixados pelos peixes poluem rapidamente o aquário.

Acontece por vezes que aparecem dáfnia vivas no aquário dos peixes alimentados com dáfnias congeladas. O facto é devido a algumas das fêmeas congeladas conterem ephippia ou ovos fecundados. As dáfnias reproduzem-se em grande parte por partenogénese, ou seja, as fêmeas põem ovos não fecundados pelo macho, que dão origem exclusivamente fêmeas, que por sua vez põem outros ovos sem terem tido contacto com um macho.

De vez em quando, principalmente em condições adversas, aparecem machos que se acasalam com as fêmeas. Os ovos sexuais ou ephippia que resultam desses acasalamentos são extremamente resistentes, sobrevivendo ao congelamento e à secagem. Esses ovos, que podem ser transportados pelo vento, estão na origem do aparecimento súbito de dáfnia em lagos isolados. Quando esses ovos são introduzidos no aquário juntamente com os adultos congelados, dá-se a sua eclosão.

ciclo de reprodução da dáfnias

Conservação da dáfnia

Podemos conservar as dáfnias durante três ou quatro dias num recipiente pouco fundo, a uma temperatura compreendida entre os 4 e os 15 °C. A cor das dáfnias varia do vermelho vivo ao verde, dependendo do teor da água em oxigénio e da sua alimentação. Se bem que os criadores prefiram geralmente as dáfnias vermelhas vivas, não está provado que tenham um valor nutritivo superior às de outras cores.
As dáfnias apanhadas directamente no seu habitat natural devem ser coadas por uma rede de mosquiteiro para eliminar inimigos dos peixes que possam ter sido apanhados inadvertidamente juntamente com elas. Depois de coadas pela rede, as dáfnias devem ser dispostas em tabuleiros de esmalte branco e examinadas novamente para ver se escaparam quaisquer intrusos na primeira selecção.

O fornecimento das dáfnias vivas aos peixes é muito simples, basta deitá-las para dentro do aquário. Dado que as dáfnias sobrevivem durante algum tempo na água do aquário, o perigo de poluição deste, devido ao fornecimento de alimento em excesso não existe tanto. Observe-se no entanto que as dáfnias consomem grandes quantidades de oxigénio, pelo que não convém introduzir um número elevado desses crustáceos no aquário, pois pode ser prejudicial aos peixes. Quando se deitam as dáfnias para o aquário tem de se interromper a filtragem da água, se não os pequenos crustáceos entram para o filtro.

cladoceros clopepodos, DáfniasAs dáfnias fornecidas como alimento aos alevins, devem ser coadas por uma peneira para eliminar os maiores. Os criador comercial tem um dispositivo de selecção das dáfnias pelos seus tamanhos, esse dispositivo consiste numa armação constituída por quatro peneiras de aros de madeira e rede de diferentes calibres, que se encaixam umas por cima das outras. Deita-se então para a peneira superior a água que contém as dáfnias. As dáfnias maiores ficam na peneira de rede mais grossa, as de tamanho um pouco abaixo são retidas pela peneira que se segue, e assim por diante. As dáfnias mais pequenas, que passam pelas quatro peneiras, são recolhidas num balde e fornecidas como alimento aos alevins de tamanho adequado.Nunca se deve dar aos alevins de um mesmo aquário dáfnias e infusórios ao mesmo tempo, pois as dáfnias comem os infusórios, e crescem tão depressa que os alevins muito pequenos as não podem comer.

As pessoas que tentam criar dáfnia obtêm por vezes uma cultura de cyclops. A olho nu, os cyclops são muito semelhantes a pequenas dáfnia, mas, observando-se com uma boa lupa, distinguem-se perfeitamente. Movem-se também de forma diferente. A dáfnia nadam em pequenos saltos bruscos, enquanto os cyclops se movem rapidamente e em linha recta. Os criadores alemães recomendam bastante como alimento para os peixes, na América são muito utilizados para esse efeito pelos criadores comerciais. Se bem que já tenho ouvido dizer que os cyclops parasitam os peixes, essas afirmações nunca foram provadas. Por outro lado, tenho visto milhares de escalares e outros peixes que foram criados com cyclops como primeiro alimento. Muitos aquariofilistas preferem os cyclops a qualquer outro alimento, quando têm facilidade em obtê-los. Podem ser apanhados pelo mesmo processo das dáfnias.

 

 

As dáfnias são um excelente alimento para os alevins
Sobre o autor | BioPeixe
A minha paixão é a aquariofilia já desde da década de 80, mais precisamente em 1983, o ano da descoberta do mundo da aquariofilia com o meu primeiro aquário de 60 litros, neste momento posso dizer que tenho um conhecimento médio/alto. Não deixe de colaborar, seja enviando fotos de espécies ou artigos a serem publicados (sujeito a aprovação) para isso basta escrever para o autor correio eletrónico. Website: BioPeixe.com
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