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As Doenças dos peixes, como as identificar correctamente

Felizmente, as doenças aparecem raramente em aquários bem mantidos. Mesmo assim, muitos aquariofilista com anos de experiência são por vezes confrontados com estes problemas.

 

Como identificar as doenças dos peixe

Sempre que ocorrer uma doença no seu aquário, é fundamental atuar de uma forma rápida e cuidadosa. Se for feito quase sempre conseguimos evitar o pior. As doenças exteriores dos peixes (pele, barbatanas e guelras) são bem diferentes das internas. O diagnóstico e tratamento destas doenças nas fases iniciais são fácil especialmente no caso das doenças que afetam a pele e as barbatanas. As doenças internas não são tão fáceis de diagnosticar, mas a maior parte delas alteram o comportamento dos peixes.

 

As alterações de comportamento compreendem a falta de apetite, natação anormal, apatia e mudanças de cor (é vulgar o escurecimento do peixes). Desta forma, mesmo no caso de doenças internas, o aquariofilista consegue aperceber-se rapidamente que algo está mal. Através da observação atenta e frequente é possível detetar as doenças nas suas fases iniciais. Os peixes infectados ainda não estão enfraquecidos e existe a possibilidade de aqueles que estão saudáveis não venham a ser afectados.

O diagnóstico correto é indispensável para um tratamento com sucesso. Se forem utilizados os tratamentos adequados para a doença em causa, os prejuízos para os peixes e plantas são minimizados. O método de cura depende do diagnóstico feito, pois existem tratamentos diferentes para as diferentes doenças. Em qualquer caso devemos ter sempre presente que quanto mais depressa atuarmos maiores são as hipóteses de uma recuperação completa. Isto é especialmente válido para as doenças mais contagiosas.

 

Outras doenças

Hemorragias nas barbatanas

A hemorragia pode surgir de pois de uma infecção da pele ou a uma deficiência de higiene. As bactérias penetrem dentro da circulação do sangue e circula dentro dos tecidos do peixe provocando inflamações e lesões. Os vasos sanguíneos e os tecidos cardíacos danificados deixem os líquidos sair dentro do estômago. As veias sanguíneas inflamados saiam da pela e da base das barbatanas.

 

Feridas

Em meio natural, as lesões traumáticas resultam geralmente de ataques de predadores. Essas lesões cicatrizam facilmente,   a não ser que exista uma infecção secundária na lesão. No aquário, os ataques de predadores ocorrem por incompatibilidade entre as espécies ou lutas pelo território quando se introduz um novo peixe. As lutas entre machos da mesma espécie são bem conhecidas (Bettas, Ciclídeos africanos) ou por falta de adaptação de peixes em geral, sofrem lesões na pele como hematomas, hemorragias, nadadeiras destruídas.

TRATAMENTO:

Isolar o peixe em aquário hospital, Permanganato de potássio a 2%, pincelar o ferimento com Tintura de iodo,   oferecer pouco alimento.

 

Tuberculose:

Esta doença é simplesmente uma das mais temidas, pode acabar com um aquário inteiro caso não diagnosticado rapidamente, o peixe fica magro, com falta de apetite, destruição das nadadeiras, deformação da coluna, nada obliquamente, o peixe fica desgovernado, até o momento não tem cura, devemos sacrificar o peixe sem dó, pois a doença pode ser transmitida facilmente pela alimentação e pode-se correr o risco de perder o aquário todo.

 

Parasita do Disco:

É um protozoário  que está presente no intestino nas espécies de Disco. Dissemina-se lentamente para outros peixes. Causam a doença inflamatória intestinal. O parasita é detetado por um exame microscópico do animal sacrificado.

Tratamento: Metronidazol pode ser  eficaz.

 

Acidose:

Água ácida. Muitas espécies de peixes convivem bem em águas ácidas, outros preferem águas alcalinas (pH> 7.0) ou neutras. Daí a importância de conhecermos o pH ideal de cada espécie e mantermos a monitorização do aquário quanto ao pH. A água com uma elevada acidez pode levar à morte lenta ou rápida dos peixes que não convivem em meio ácido. Os peixes morrem em posição natural, muitas vezes escondidos entre as plantas.

Sinais:

Observamos o aumento na frequência respiratória, bloqueamento, opacificação e depósitos de cor cinza nas brânquias, secreção mucosa (de muco) nas brânquias, escamas eriçadas, nadadeiras fechadas, pele avermelhada e peixes que nadam em círculos.

 

Ascite Infeciosa (septicemia hemorrágica):

A doença é própria dos ciprinídeos, Barbus, Brachydanio, Danio, Tanichthys.

Sinais:

Olhos salientem ou olhos fundos, ânus avermelhado e prolapsado (deslocado do seu lugar habitual, caído), líquido amarelado (em alguns casos aquoso ou claro) na cavidade abdominal, fígado amarelado ou castanho amarelado ou cinza esverdeada, inflamação do intestino e bexiga-natatória.

TRATAMENTO:

Devemos criar condições para uma boa resistência e imunidade e as boas condições de higiene decidem o curso da doença. Isolar o peixe doente.

 

STRESS

O stress é a reação fisiológica que um animal trata de manter ou restabelecer seu metabolismo normal frente a agentes externos. As reações de stress são geralmente por reações hormonais e nervosas. O stress esta ligado diretamente as condições de ambiente, resistência, adaptação e fase de agonia quando o peixe não tiver adaptação. O stress e suas reações desencadeia uma série de reações químicas no peixe. As causas mais comuns de afectar o peixe ao stress são, compostos nitrogenados, Temperatura, Ph, Dh incorreto para o peixe. Transporte, sustos excessivos ao animal.

Uma alimentação pobre em vitaminas e nutrientes, poderá favorecer a perda da resistência da noite para o dia, o que era tolerável pode se transformar em stress, como a falta de espaço mínimo para o peixe viver, e como acontece as moléstias de outras espécies. Condições gerais da água e idade do Peixe.
O stress determina uma queda na imunidade, fazendo que haja aparecimento de infecções oportunistas. Quase toda a alteração de comportamento habitual do peixe é sinal de “stress”.

Cada espécie reage de forma distinta ao “stress”, uns ficam na superfície, outros preferem a profundidade, outros nadam sem parar, enquanto outros ficam parados. Mas de modo geral descreveremos alguns sinais mais comuns observados, o peixe sobe a superfície na tentativa de conseguir mais oxigénio, bafejamento, observamos esse comportamento nas condições de oxigénio baixo, nas intoxicações da água por compostos nitrogenados e nas doenças que atacam as guelras. Outro sinal observado é que, o peixe não se alimenta ou se alimenta muito pouco.

Alguns peixes sob “stress” ficam tímidos e se escondem. Se o peixe apresenta nadadeiras roídas ou feridas sobre o corpo, poderá estar sendo alvo de agressões de peixes maiores. E também sabemos bem que o “stress” da mesma forma que desencadeia doenças, é desencadeado na vigência desta. Portanto a maioria das doenças tanto químicas como infecto parasitárias desencadeiam “stress” no peixe. Teremos que saber dosar todos estes fatores e programar a inserção do novo peixe, assim como, cuidar da qualidade da água, da alimentação e de todas as condições do sistema para que não haja stress e futuras doenças e mortes.

Carnegiella strigata
planta aquario Echinodorus argentinensis
Echinodorus Argentinensis
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Practical Fishkeeping - 2016 - 09-Setembro
The Aquarium
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Uma paixão que já dura desde da década de 80, mais precisamente em 1983, o ano da descoberta do mundo da aquariofilia com o meu primeiro aquário de 60 litros, neste momento posso dizer que tenho um conhecimento médio/alto. Bio-Peixe Grupo no Facebook ou Facebook