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Categoria: Alimentação

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Os infusórios o primeiro alimento de muitos alevins

Os infusórios é um termo muito usado na criação de peixes de aquário, têm um sentido diferente do seu significado científico.

Os criadores de peixes empregam-no, num sentido muito geral, para designar todos os organismos multicelulares, animais e vegetais que podem servir de alimento aos peixes. Os melhores de todos os infusórios são, na minha opinião, são os protozoários. Há protozoários de diferentes tipos e tamanhos. Quando examinamos uma cultura com um microscópio pouco potente, ou com uma potente lupa podemos identificar os tipos de protozoário que se encontra na cultura. O método mais vulgar para obter culturas de infusórios consiste em comprar num fornecedor de laboratórios de biologia uma cultura de um único tipo; que poderá ser multiplicada à medida das necessidades dos peixes.

protozoários Infusórios aquáticosOs infusórios vivem em substâncias em decomposição, alimentando-se directa ou indirectamente dos produtos dessa decomposição. Recolhendo num conta-gotas um pouco de lodo do fundo do aquário e examinando-o ao microscópio, verificar-se-á que contém grande número e variedade de organismos vivos. Um aquário instalado há bastante tempo contém geralmente uma quantidade de organismos desse tipo que chega para alimentar um grupo de alevins durante vários dias. Pode aspirar-se esse lodo com um sifão para alimentar os alevins de um aquário de reprodução numa emergência. Acontece que certos criadores de peixe tenham alimentado alevins de Trichogaster trichopterus com água extraída de um aquário de jacarés que raramente era limpa, e se criaram muito bem com esse processo. A água de um aquário de tartarugas contém geralmente grande quantidade desses organismos microscópicos, caso que a água não seja substituída com muita frequência.

Fontes de infusórios

Todas as águas estagnadas de lagos ou charcos com grandes quantidades de algas que as tornam esverdeadas são ricas em diatomáceas, excelente alimento para os pequenos peixes. Essas águas esverdeadas, coadas por uma rede fina de nylon, para eliminar os inimigos dos peixes, constituem o melhor alimento para os mais minúsculos dos alevins recém-saídos do ovo. Os Bettas, a maioria dos Characidae e muitos outros alevins minúsculos recém-saídos de ovos de eclosão rápida, dão-se muito bem com esse alimento.

Regra geral, quanto mais lenta é a eclosão do ovo, maior é o peixe que dele sai. As crias de peixes como os Çichlidae e os Cvprinodontida são muito maiores quando nascem e não necessitam desse alimento. Depois de terem absorvido o saco vitelino, podem comer protozoários maiores, pois os protozoários minúsculos são demasiado pequenos para os seus estômagos.

Quando se pretende reproduzir peixes ovíparos, convém preparar com antecedência culturas de infusórios, que estarão prontas a servir de alimento quando os alevins tiverem saído do ovo. Um método muito antigo e muito usado nas aulas de ciências naturais consiste em deitar 0,5 litros de água a ferver sobre uma mão cheia de feno, dentro de nu boião de vidro destapado e depois deixando arrefecer.

Ao fim de uma semana pululam no frasco toda a espécie de microrganismos. Por vezes as bactérias levam a melhor, e o conteúdo do frasco começa a cheirar muito mal. Nesse caso, deita-se fora a cultura e prepara-se outra. Quando se consegue obter uma boa cultura, poderão ser conseguidas outras a partir da primeira. Basta para tal acrescentar à água de outro boião preparado pelo mesmo processo uma colher de chá de água da primeira cultura de microrganismos.

Recomendação: Como escolher o tipo de alimento, flocos secos ou granulados.

Outros processos de obtenção de culturas

Todos os criadores têm os seus métodos favoritos de obtenção de culturas de protozoários. Pode utilizar-se para o efeito folhas de alfaces esmagadas, farinha de fava, fermento seco, cascas de bananas secas, sangue seco ou ovo em pó. De uma maneira geral, servem para este efeito todas as matérias orgânicas de decomposição rápida. O processo de decomposição é acelerado deitando água a ferver em cima da matéria orgânica.

Pode também fazer-se culturas de água esverdeada começando com água retirada de um lago de água estagnada. As culturas de água esverdeada precisam não só de alimento, como também de uma luz forte. Os esporos das algas que dão origem a essa cor esverdeada da água são muito resistentes. Quando um charco ou um lago de água esverdeada seca, os esporos secam também e são transportados pelo vento para outros locais.

É essa a razão por que uma cultura ou a água de um aquário, que se manteve limpa durante muitos anos, se tornam esverdeadas de repente. Desde que se verifiquem as condições necessárias, muita luz e a presença de matéria orgânica em decomposição, tal como restos de alimento deixados pelos peixes, as algas reproduzem-se muito rapidamente. Em pouco tempo a água mais límpida torna-se tão verde como um puré de ervilhas.

Preparação de uma cultura

Pode preparar-se à base de leite uma cultura inodora pelo seguinte processo, ferve-se um litro de água durante vinte minutos, deixa-se arrefecer e acrescentam-se cinco gotas de leite desnatado ou uma pitada de leite em pó magro. Deixa-se ficar assim durante três dias, e ao fim desse tempo acrescenta-se um pouco de uma cultura que contenha já os microrganismos. Um torrão de terra húmida do jardim contém o número de organismos suficiente para iniciar uma cultura.

Pode também deitar-se a mistura de água e leite em um prato raso destapado, examinando-os regularmente. Utiliza-se como primeira cultura o líquido que apresenta maiores sinais de conter organismos vivos. Pode acrescentar-se de quatro em quatro ou de cinco em cinco dias mais algumas gotas de leite ao meio utilizado para prolongar a cultura durante algum tempo.

Convém ter sempre várias culturas preparadas, começando-as a intervalos regulares. No caso de uma das culturas se estragar, dispõe-se assim de algumas de reserva. Todas as culturas de infusórios têm de ser mantidas a uma temperatura de cerca de 24° C. A temperaturas inferiores, a actividade dos microrganismos abranda e a reprodução decresce.

Uma temperatura demasiado elevada acelera a decomposição, que se faz acompanhar de uma multiplicação rápida das bactérias, em detrimento dos organismos desejáveis. Devem examinar-se regularmente todas as culturas de infusórios, para verificar se contêm vida. Caso não disponha de outra maneira de fazer esse exame, deite um pouco de água num frasquinho de vidro e coloque-o contra a luz. Se a água contiver uma nuvem de partículas em movimento, é porque nela estão presentes microrganismos vivos.

Recomendação: Comida liofilizada (Desidratada) para peixes.

Fornecimento do alimento aos peixes

Não só se têm de fornecer aos alevins os alimentos adequados, como ainda a forma como esses alimentos são fornecidos é muito importante. Nunca se devem cultivar os infusórios no mesmo aquário em que estamos a criar os alevins. Os produtos da decomposição de que os infusórios se alimentam são tóxicos para os alevins. Os infusórios têm de ser cultivados noutro recipiente, fornecendo-se várias vezes ao dia uma pequena quantidade deles aos alevins.

A quantidade a fornecer depende do número e do tamanho dos alevins. Por exemplo, uma chávena de uma boa cultura como dose total diária, fornecida por várias vezes ao longo do dia, é o suficiente para alimentar de 300 a 400 alevins de Betta. Um exame da água do aquário permitirá verificar se estão presentes organismos em quantidade suficiente para alimentar os alevins.

Alguns criadores improvisam um processo de fornecimento gota a gota, introduzindo os infusórios no aquário por um tubo estreito que funciona como um sifão. Regula-se a quantidade de líquido introduzido no aquário por meio de uma pinça cirúrgica. Tem de se verificar se a quantidade de água introduzida no aquário não o faz transbordar, no caso de o criador se ausentar durante algum tempo.

Uma outra precaução é a observar da temperatura da água da cultura. Os alevins muito pequenos não toleram as alterações da temperatura da água do aquário. Tem portanto de se verificar se a temperatura do caldo de cultura é semelhante à temperatura da água do aquário.

Se bem que os infusórios sejam indiscutivelmente o tipo de alimento mais adequado para os alevins demasiado pequenos, para comerem alimentos maiores pode recorrer-se a substitutos, que permitem obter resultados também satisfatórios. Alguns dos alimentos secos que se vendem no comércio são suficientemente finos para poderem ser dados aos alevins recém-nascidos.

Pode preparar-se um outro alimento aceitável embrulhando num trapo de nylon um pouco de gema de ovo cozido e espremendo-a para dentro de uma chávena de água, até que a água fique amarela. Fornecem-se aos alevins pequenas quantidades desta água, utilizando um conta-gotas para regular as porções. Pode também dar-se aos peixes com um conta-gotas algumas gotas de leite ou de sumo de ostra.

Um outro alimento apropriado será um pouco de fígado ou de carne crua, coado por uma peneira fina. Em vez da gema de ovo, pode colocar-se dentro do trapo de nylon e espremer para dentro da chávena de água alguns vermes brancos reduzidos previamente em uma polpa.

De vez em quando podem surgir uma cultura de infusórios num aquário em que esta tivesse sido introduzida minúsculos vermes brancos. Trata-se geralmente de um protozoário chamado Spirostomum. Esses vermes são inofensivos e desaparecem do aquário assim que se elimina toda a matéria em decomposição que este contém. Nunca vi que os peixes os comessem, se bem que não haja razões para que o não faça.

Alguns criadores afirmam que os alevins comem o Spirostomum. Esses protozoários aparecem geralmente quando se utilizam “pastilhas de infusórios” adquiridas no comércio. Essas pastilhas contêm material de decomposição rápida comprimido sob a forma de pastilhas. Têm a mesma função do que os meios de cultura atrás referidos.

Seja qual for o tipo de alimento utilizado, deve fornecer-se aos alevins quantidades suficientes muitas vezes ao dia, mas sem exagerar, para não poluir a água do aquário.

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Practical Fishkeeping - 2016 - 02-Fevereiro
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Uma paixão que já dura desde da década de 80, mais precisamente em 1983, o ano da descoberta do mundo da aquariofilia com o meu primeiro aquário de 60 litros, neste momento posso dizer que tenho um conhecimento médio/alto. Bio-Peixe Grupo no Facebook ou Facebook