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O Kiillie “Aphyosemion Australe” como criá-los

Nas últimas décadas, os amadores dos peixes Kiillie têm sempre conseguido importar esta espécie sobretudo do Gabão.

Particularmente a família Aphyosemion Australe que vive dos arredores de Libreville, capital do Gabão. Em Janeiro de 1993 foi importado do Gabão o Kiillie “Aphyosemion Australe” nos arredores de Libreville. Esta espécie foi colocada para criação, e actualmente sabemos mais sobre as exigências das famílias que são provenientes desta região. Na Natureza, o habitat do Kiillie “Aphyosemion Australe”, é de águas com pequenas correntes e duma largura mínima, raramente excede os dois metros.

Eles preferem as partes pouco profundas das margens, nas quais a rapidez da corrente da água é pouca ou praticamente nenhuma. Encontra-se outros Kiillie tais como Epiplatys Sexfasciatus, Epiplatys Singa, Aphyosemion Microphthalmus, Aphyosemion Striatum, uma espécie de Chromapbvosemion ainda não classificada, e também às vezes o Plataplochilus Ngaensis.

Aphyosemion Australe - Kiillie

Observou-se que em certos riachos só se encontra uma espécie de Kiillie, e noutras pelo contrário podem ser apanhadas duas, três ou até mesmo quatro espécies diferentes. Nos pequenos riachos das regiões costeiras no país de origem, as temperaturas da água oscilam entre os 22 e os 26 graus, a água é límpida e muito mole. Em 1993 se efectuou medições com os reagentes de teste normalmente usados na aquariofilia, tiveram os seguintes resultado, uma dureza total não mensurável, a dureza dos carbonatos situava-se abaixo de 1° DH e a condutibilidade perfazia 25 microsiemens no caso de uma temperatura da água de 23 graus. Estas medições foram realizadas aproximadamente 17 km do aeroporto de Libreville na estrada para o Cap Estrias. O Aphyosemion Australe é um dos poucos peixes Kiillie o qual existe uma forma de criação já a muito comprovada. Nos anos sessenta apareciam Kiillie com perturbações hereditárias na pigmentação, e desde esta altura encontraram uma ampla propagação de Kiillie “Aphyosemion Australe” “dourado”.

Baía dos Cabo-Lopes Kiillie

Localização

Muitos dos Kiilie já conhecidos a muitos anos, se mantêm ainda hoje os seus nomes populares, os quais são transmitidos de um criador para outro, especialmente para a espécie Killie “Aphyosemion Australe”. Conhecido geralmente sob o nome de Cabo Lopez nome popular do Aphyosemion Australe (nome cientifico do Kiillie) de um dos poucos peixes Kiilie que se estabeleceram solidamente na aquariofilia. No que respeita à propagação e ao grau de popularidade, ocupa desde há décadas o primeiro lugar entre os peixes Kiilie e ainda podemos afirmar hoje em dia, apesar da grande concorrência das muitas outras espécies multicolores.

 

Recomendação: Alimentar os peixes dos vários nível do aquário.

Cabo-lopes ou Kiilie

O habitat do Cabo Lopez (Aphyosemion Australe) estende-se ao longo da costa dos Estados da Guiné Equatorial, do Gabão e da República do Congo na África Ocidental. Próximo da foz do Rio Ogooué, no Oceano Atlântico, cerca de 120 km a sul do Equador, no Gabão existe uma saliência de terra que tem o nome de Cabo Lopez. Os primeiros espécimes capturados talvez provêm dos arredores deste cabo. Existem várias razões para a popularidade desta espécie que é muito adaptável, pacífica, fácil de criar e pela sua aparência de grande beleza e sedução. A coloração do corpo vária do vermelho para o castanho, de tom escura, o forte tom alaranjado das barbatanas do macho e as abas das barbatanas de um branco luminoso não deixam de causar um certo efeito no observador, estes bons atributos faz com que estes Kiilie se encontrem regularmente desde há décadas no mercado aquariófilo especializado.

Rio Ogooué - Kiillie

Aquário de KiillieAquário

O Cabo Lopez (Aphyosemion Australe) consegue viver num aquário colectivo com muitos outros peixes pacíficos. Só ocorrem ocasionalmente agressões entro os membros da mesma espécie, nas quais os machos estabelecem uma hierarquia entre eles e organizam combates. Esta espécie, não tem nenhumas exigências precisas no que diz respeito à instalação do aquário. As áreas de densa vegetação fazem com que o nosso Cabo Lopez se sinta bem e revele uns modos de comportamento interessantes. Mediante a utilização de algumas plantas flutuantes, podemos atenuar um pouco a incidência da luz e fazer realçar mais a coloração dos machos. Vale a pena instalar o aquário com um fundo escuro.

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Recomendação: O valor quimico da água do aquário.

A Reprodução

A criação dos Aphyosemion Australe não é difícil. É necessário um pequeno aquário que leve cerca de 10 litros de água, com o fundo coberto por uma densa camada de turfa com cerca de dois centímetros. Pode experimentar um material filtrante que pode encontrar nas lojas especializadas na aquariofilia para servir de substrato para a desova dos Kiilie. Antes de colocar a turfa dentre do aquário deve-se a ferve-la um pouco e em seguida passá-la bem por água.

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Antes de colocar os peixes dentro do aquário de criação deve-se verificar, se a fêmea tem boas condições para iniciar a desova. Para se poder ver isso basta apenas olhar, pois as fêmeas prontas para a desova aumentam claramente o volume do corpo, embora se possa dar o caso de isto acontecer após uma abundante refeição, colocamos a fêmea em questão dentro de num saco de plástico transparente com pouca água para uma melhor observação. Quando seguramos a fêmea contra uma lâmpada ou contra a luz do dia, podemos observar os ovos amarelados a através da parede abdominal.

Pode-se manter em aquário o Aphyosemion Australe com água mais dura, com uma dureza total até 15° DH, para a criação deve baixar-se a dureza para cerca de 10° DH. O valor pH deve situar-se na zona ácida. A temperatura deve oscilar entre os 22 e os 24 graus. Pouco tempo após a introdução do macho no aquário dá-se o início do acasalamento. Neste momento o macho exibe uma coloração do corpo mais intensa e nada em volta da fêmea com as barbatanas empertigadas.

Quando a fêmea está pronta para desovar, ela procura um local de desova adequado na turfa. E neste momento o macho nada a volta da fêmea e dá-lhe empurrões lateralmente e a empurra para junto do substrato. E com tremores violentos, que terminam com um pequeno empurrão, a fêmea puxa com força cada ovo para a turfa. No mesmo instante dá-se a fecundação. Os ovos viscosos aderem aos filamentos da turfa.

O casal de kiilie pode permanecer junto durante vários dias no aquário de desova, uma vez que os ovos são depositados por um período de tempo mais longo. Para que a fêmea possa iniciar em qualquer momento uma nova desova, deve-se dar bastantes alimentos vivos de boa qualidade. Recomenda-se especialmente alimentar com larvas de mosquito vivas de toda a espécie.

Diz-se que as larvas de mosquito preto fazem aumentar particularmente a disponibilidade para a desova. Também se deve alimentar com minhocas durante o início da criação, pois o Aphyosemion Australe come-as com prazer. Devem-se ter mais cuidados quando se alimento os peixes adultos, sobretudo com a utilização de larvas de mosquitos “gordos” (especialmente os Enchytraeus e Grindal) é possível surgir uma gordura adipose que pode levar à esterilização das fêmeas.

Recomendação: Guia de acessórios de aquário e cuidados com peixes.

A Incubação

Depois, da fêmea ter desovado se deve voltar a coloca-la no aquário, para que a fêmea possa descansar e recuperar da desova. Depois da sua recuperação e caso algumas fêmeas estejam disponíveis, podem ser colocadas de novo no aquário de criação para uma nova postura. Depois da desova deve-se retirada a turfa juntamente com os ovos do aquário de criação e espremer manualmente até que a água seja parcialmente retirada. Esta maneira de retirar aparentemente violenta, não danifica os ovos que são de casca dura. A turfa húmida é guardada numa caixa de material sintético e hermética, bem fechada ou num saco de plástico por um período de apenas três semanas.

Não se pode indicar com exactidão a duração do desenvolvimento que os ovos vão ter, uma vez que a temperatura ambiente pode ter um efeito acelerador ou retardador. No caso de 23 graus pode-se contar com três semanas aproximadamente para uma eclosão. A data de empacotamento e o prazo provável de eclosão são apontados no recipiente juntamente com o nome da espécie.

Caso tenha chegado o momento da eclosão, enche-se um pequeno aquário até uma altura de 5 cm com água fresca refrigerada a 18-20 graus e põe-se dentro a turfa com os ovos. Logo após de uma a duas horas esgueiram-se os primeiros alevinos do nosso Cabo Lopez que se encontram já desenvolvidos a ponto de nadarem e começam logo à procura de alimento. Devemos oferecer-lhes alimentos a criação de tamanho mínimo sob a forma de Nauplios Atermia acabadas de nascer ou de Micro-vermes.

Durante os dias seguintes devem se aumentar progressivamente o nível da água a uma temperatura até 22-24 graus. Embora nem todos os ovos se abram simultaneamente mais após vários dias ainda a juvenis a sair dos ovos. Os peixes juvenis nascidos mais tarde vão se desenvolver normalmente. Estes refugiam-se dos seus irmãos maiores nos Fetos de Java ou também no Musgo de Java. Podemos introduzir plantas aquáticas no aquário de criação sem medo. Os peixes juvenis sentem sempre fome e crescem tão depressa, mediante uma alimentação suficiente e variada, e em breve se torna necessário distribuí-los por vários aquários.

Uma vez que eles crescem rapidamente de maneira diferente, compensa fazer uma distribuição segundo o tamanho para evitar perdas. Com o desenvolvimento progressivo, podemos habituar o pequeno Cabo Lopez aos alimentos destinados aos peixes adultos. Já a partir de um comprimento de 15 mm, eles conseguem comer larvas mais pequenas congeladas de mosquito vermelho. Quando se atinge esta fase tudo serve para comer, mas isso pode ser controlado. Durante o crescimento pode comer os pequenos vermes brancos, Enchytraeus e Grindal.

Astyanax mexicanus
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Aqualon - 2013 - Janeiro - Fevereiro - Marco
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Uma paixão que já dura desde da década de 80, mais precisamente em 1983, o ano da descoberta do mundo da aquariofilia com o meu primeiro aquário de 60 litros, neste momento posso dizer que tenho um conhecimento médio/alto. Bio-Peixe Grupo no Facebook ou Facebook