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Categoria: Alimentação

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Os micro-vermes são muito usados em vez das Artémia

Os Micro-vermes é um alimento vivo muito apreciado pelos peixes, seja qual for a espécie. Um bom substituto as Artemia.

Os micro-vermes são muito usado em vez das Artémia ou juntamente com elas, são chamados micros-vermes ou Anguillula silusiae. Estes micro-vermes muito pequenos, de menos de 0,3 cm de comprimento, são pouco mais espessos do que um cabelo, constituindo um alimento muito apropriado para os pequenos peixes. Pode fazer-se uma cultura destes vermes pelo seguinte processo; Compram-se em qualquer loja, uma tigela de plástico com tampa, que existem em vários tamanhos, mas que para o nosso propósito devem ter 10 x 10 x 7,5 cm.

Misturam-se quatro partes de flocos de aveia com uma parte de levedura de cerveja, e acrescenta-se a quantidade de água suficiente para se obter uma pasta líquida. Cobre-se o fundo da tigela com uma camada de pasta de cerca de 2 cm de espessura. Acrescentam-se alguns micros-vermes extraídos de uma cultura e põe-se a tampa. Se a cultura for mantida à temperatura ambiente, ao fim de três dias os micro-vermes começam a subir pelos lados da tigela. Raspam-se as paredes da tigela e dão-se os micro-vermes aos peixes.

Anguillula silusiae micro-vermesmicros-vermes parecem preferir o plástico ao vidro, pelo que a cultura deve ser feita em recipientes de plástico. Os micro-vermes também são atraídos pela madeira. Podemos colocar um pouco acima do nível da pasta, alguns fósforos sem cabeça ou alguns palitos de madeira cruzados. Os vermes sobem para a madeira. Para se darem aos peixes, lavam-se alguns desses pauzinhos (os que estão por cima) para numa chávena de água. Os vermes depositam-se no fundo da chávena, podem então ser aspirados com um conta-gotas e fornecidos aos peixes.

Um outro sistema consiste em cobrir com um pouco de algodão hidrófilo o fundo de um recipiente flutuante próprio para o Tubifex. Os micro-vermes atravessam a pouco a pouco o algodão e caem na boca dos peixes.

Pode iniciar-se todas as semanas novas culturas, a partir das já existentes. As culturas velhas começam a cheirar mal ao fim de dez a quinze dias e têm de ser postas de lado. Os criadores comerciais criam os micros-verme em aquários de 50 litros cobertos com uma chapa de vidro. Os micros-vermes são muito robustos, resistindo a temperaturas inferiores a zero. O frio reduz no entanto consideravelmente a sua actividade. Estes micro-vermes minúsculos são muito apreciados por peixes de boca pequena, como o Paracheirodon innesi e o Poecilobrycon auratus. As moscas são os seus piores inimigos, a menos que a cultura esteja hermeticamente tapada, as moscas penetram nela e depositam aí os seus ovos.

Enchytraeus albidus

Enchytraeus albidus micro-vermesEnchytraeus albidus é um outro verme branco muito semelhante ao micro-verme, mas muito maior, o Enchytraeus albidus, alimento também muito apreciado pelos peixes. Estes vermes podem ser cultivados em pequenas caixas de madeira que se enchem até metade da altura com musgo de turfa. O musgo deve ser mantido húmido, a uma temperatura não superior a 21°C, se bem que os 15°C sejam preferíveis. Os vermes podem viver e reproduzir-se a uma temperatura mais baixa, da ordem dos 1,5°C. Deve se tapar a caixa com uma chapa de vidro, para manter a humidade do musgo. Pode também se colocar sobre o musgo várias camadas de serapilheira húmida.

A comida para os vermes é colocada em um buracos abertos no musgo e recoberta. Devem se examinar semanalmente os depósitos de comida, para verificar se é necessário fornecer mais alimento aos vermes. Não se deve fornecer comida em excesso, pois apodreceria rapidamente no musgo, mas se a comida faltar, a colónia de vermes reduz-se rapidamente. Os vermes brancos se alimentam de hidratos de carbono, pão branco ensopado em leite, flocos de aveia cozidos, comida para cão, flocos de aveia crus, batatas cozidas, etc. Adicionando vitaminas em pó à comida, os vermes multiplicam-se mais rapidamente.

As pequenas manchas brancas que aparecem muitas vezes nas culturas destes vermes são aranhiços. Não se sabe ao certo se os aranhiços comem os vermes. Diz-me a experiência que quando abundam os aranhiços na cultura, o número de vermes é menor, se bem que a afirmação contrária nem sempre seja verdadeira. Pode introduzir-se na cultura, com resultados benéficos, uma ou duas minhocas, mas a introdução de micro vermes conduz à extinção dos vermes maiores, pela sua reprodução mais rápida e eliminação destes.

Quando a cultura está cheia de vermes, pode apanhar-se molhos deles junto da comida, fornecendo-os directamente aos peixes. Pode fornecer-se os vermes adultos como alimento para qualquer peixe do tamanho de um Guppy macho adulto ou maior. Se os peixes forem mais pequenos, os vermes têm de ser cortados em pedaços com uma lâmina de barbear, esmagados numa peneira ou reduzidos a polpa com a parte plana da lâmina de uma faca.

Nem todos os criadores estão de acordo no que se refere ao valor alimentar dos micro-vermes brancos. Todos reconhecem que são nutritivos, mas há quem diga que se trata de um alimento de digestão difícil, que não pode ser fornecido todos os dias, mas só de vez em quando, e em pequenas quantidades. O valor alimentar destes vermes vária de peixe para peixe.

Salmões jovens alimentados exclusivamente com vermes brancos não apresentavam quaisquer diferenças fisiológicas em relação a outros peixes alimentados de maneira diferente que serviam como controlo. Mas esturjões jovens alimentados exclusivamente com vermes brancos apresentavam, pelo contrário, sintomas de uma grave anemia. Pode no entanto acrescentar-se sem perigo vermes brancos à dieta de todos os peixes de aquário de interior, desde que essa dieta seja variada.

Pode utilizar-se um sistema simples de limpeza dos vermes sujos de terra antes de os dar aos peixes. Basta para tal aproveitar a reacção negativa destes vermes à luz e ao calor. Cobre-se a boca de um boião cheio de água fria com um pedaço de rede mosquiteira. Coloca-se em cima da rede um torrão de terra contendo vermes. Suspendendo uma lâmpada imediatamente acima da rede, os vermes reagem passando pela rede e caindo na água.

Se improvisarmos em torno da lâmpada um simples reflector, que intensifique a luz e o calor, a fuga dos vermes será ainda mais rápida. O calor não pode no entanto ser excessivo, para que os vermes não morram antes de caírem na água. Tal como as minhocas, os micro-vermes brancos são hermafroditas. Basta que haja dois vermes para poder dar-se a sua reprodução. Os ovos destes vermes formam uma massa.

Tubifex

O Tubifex é um verme aquático vermelhos acastanhados que têm mais ou menos o mesmo tamanho do que os anteriores. Pertencem a vários géneros aparentados, o principal dos quais é o Limnodrilus. Na natureza os Tubifex alimentam-se de detritos. Vivem nos esgotos e em cursos de água poluídos, alimentando-se de matéria orgânica em decomposição, e prestando portanto um serviço valioso na reconversão dessas matérias. Vivem em galerias escavadas na lama. Os vermes Tubifex que escapam ao apetite voraz dos peixes do aquário assumem uma posição, a metade do corpo do verme permanece dentro da galeria e a outra metade mantém-se de fora, agitando-se constantemente.

tubifex micro-vermes
tubifex-worms micro-vermes

 

 

 

 

 

 

 

Muitos principiantes têm-me perguntado como se trata, pois como só vêem os Tubifex em massa, não os reconhecem na sua posição usual. Os peixes parecem habituar-se a esses fugitivos e não fazem qualquer tentativa no sentido de os capturar, se bem que se atirem vorazmente aos novos vermes que lhes são fornecidos. Só o Corydoras os extrai da lama para os comer.

A acção de milhares destes vermes faz com que a lama do fundo dos cursos de água em que vivem pareça mover-se. Quando se assustam, os Tubifex recolhem rapidamente nas suas galerias. São apanhados juntamente com a lama em que vivem e são extraídos, colocando dentro de tachos sobre o lume fogão muito baixo. Os vermes saem da lama para fugir ao calor, e são depois arrastados para um dos lados do tacho ao colocar-se este por debaixo de uma torneira aberta.

Uma vez extraídos da lama, parece quererão esconder-se uns por detrás dos outros, agrupando-se numa massa esponjosa. Devem ser conservados durante pelo menos 48 horas num tacho pouco fundo, colocado por debaixo de uma torneira aberta, antes de serem fornecidos aos peixes. A massa deve ser voltada frequentemente, para soltar os vermes mortos. A lama que se deposita no fundo do tacho é raspada, para que a água corrente a elimina.

A torneira deve deitar pouca água, pois caso contrário os vermes seriam espalhados e arrastados pela água. Dado que os vermes sufocam se estiverem muito apertados, não convém colocá-los num tacho demasiado pequeno. Quando agrupados em massa, nunca devem cobrir mais do que metade do fundo do tacho ou tabuleiro.

A conservação dos vermes

A conservação dos vermes é muita simples, primeiro deve se lavar todos os vermes, enquanto formam uma massa, que assim pode ser facilmente transferida para outro recipiente para se lavar a lama depositada no primeiro. As pequenas quantidades de vermes necessárias para a alimentação dos peixes de um aquário, podem ser conservadas em uns pratos de sobremesa dentro do frigorífico.

Os pratos não devem ser cobertos, e a água tem de ser mudada todos os dias. Quando se muda a água, levantam-se os vermes, lava-se o prato e colocam-se novamente os vermes dentro do prato, enchendo-o de água fria. Espera-se que os vermes assentem e deita-se fora o excesso de água, deixando apenas uma quantidade suficiente para os cobrir. Pode conservar-se assim o Tubifex durante seis semanas.

Para dar os vermes aos peixes, agarram-se uns poucos de cada vez com uma pinça e deitam-se para o aquário. Não se deve dar mais vermes do que aqueles que os peixes podem comer imediatamente, quando os que escapam enterram-se no cascalho e nem sempre é fácil extraí-los desse refúgio. Dado que os aquários vulgares não contêm comida suficiente para os alimentar, morrem rapidamente, poluindo o aquário.

Vende-se no comércio comedouro especial para dar o Tubifex aos peixes. Trata-se de um recipiente flutuante, de vidro ou plástico, que tem a forma de um chapéu alto invertido. A aba do chapéu consiste num anel oco de plástico, o que permite que o recipiente flutue à superfície do aquário. A copa submersa tem orifícios pelos quais os vermes pouco a pouco se insinuam sendo apanhados pelos peixes.

Quando o aquário contém bastantes peixes, convém usar mais do que um comedouro, pois alguns dos peixes mais fortes colocam-se por vezes em posição estratégica por debaixo do comedouro, impedindo a aproximação dos outros peixes mais pequenos.

Um outro sistema, ainda melhor, consiste em colocar os vermes dentro de uma chávena assente no fundo do aquário. Os peixes entram na chávena e extraem os vermes que estão isolados da massa, mas não são capazes de arrastar o conjunto para fora. A vantagem deste método consiste em permitir que os peixes vejam o alimento, comendo quando lhes apetece. Quando se utiliza um recipiente flutuante, os peixes frequentemente desistem de esperar que os vermes saiam do comedouro.

Se bem que haja quem afirme que o Tubifex transmite doenças aos peixes, isso ainda não foi provado. Pode ser que assim seja, mas estou convencido de que é tão raro, que não há perigo em alimentar os peixes com Tubifex. Pode migar-se os vermes com uma lâmina de barbear para os dar como alimento a peixes mais pequenos. No caso de se fornecer uma grande quantidade de Tubifex aos peixes, os vermes poderão ser reduzidos a uma polpa num passador. No caso de se proceder dessa maneira, deve passar-se duas vezes os vermes pelo passador, lavando a massa gelatinosa assim obtida em água corrente, numa rede fina, para bem a limpar, antes de a fornecer aos peixes.

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Uma paixão que já dura desde da década de 80, mais precisamente em 1983, o ano da descoberta do mundo da aquariofilia com o meu primeiro aquário de 60 litros, neste momento posso dizer que tenho um conhecimento médio/alto. Bio-Peixe Grupo no Facebook ou Facebook