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Categoria: Alimentação

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Todos os peixes tem a necessidade de alimento vivo

Actualmente são muitos as opções de alimento vivo que temos disponível nos comércios especializados, para alimentar ou complementar a alimentação dos peixes.

Actualmente são muitos os organismos vivos, aquáticos ou terrestres que são utilizados pelos aficionados para alimentar os seus peixes, pelo seu valor nutritivo. Ao administrar alimento vivo é um dos melhores métodos para completar e equilibrar a dieta de peixes em cativeiros. Alem disso o facto de ter que capturar as presas em movimento estimula muito em positivamente o peixe. Porem nem tudo é positivo, o lado negativo incide na possibilidade de que estes organismos tenham uma elevada carga microbiana prejudicial ou sejam portadores de patogenia dos peixes. O primeiro problema soluciona-se na maioria dos cascos, recolhendo em maioria dos cassos em sítios não contaminados ou desinfetando por meio de lavagens sucessivas ou banhos em desinfetantes muito diluídos.

O segundo já é mais difícil de resolver pois vários ectoparasitas que passam parte do seu ciclo vital no interior de crustáceos comocyclops ou daphnias. Algum deste alimento vivo podem ser recolhidos na natureza, no seu próprio habitat ainda que isto é cada vez mais difícil pelo quase desaparecimento dos charcos e outros habitats aquáticos não contaminados, e requerem deslocações cada vez mais longas, sobretudo quem vive nos grandes centros urbanos. Não se pode esquecer que ao mesmo tempo que se capturam os organismos que procura, é bem provável recolher outros seres vivos, cuja presença no aquário não é desejável, ou pelo menos pouco recomendáveis.

Este é caso de certos micro-crustáceos, percevejos aquáticos e larvas de coleópteros e libélulas que ao serem carnívoros podem prejudicar os alevins e peixes pequenos. Outro alimento vivo, como por exemplos obrigatoriamente nas lojas. Felizmente são mais as lojas especializadas que oferecem esta possibilidade aos seus clientes, ainda que seja de esperar que o numero destas continue subindo ate alcançar os níveis de outros países europeus. A terceira possibilidade, a criação de alimento vivo na nossa própria casa é a melhor opção, se dispõe de sítio e tempo suficiente. Alguns dos organismos utilizados como comida viva são os seguintes.

Vermes, Crustáceos, Infusórios, Larva de inseto, Inseto adultos, peixes.

Os vermes:

Os vermes tubíferos são provavelmente o alimento vivo mais fácil de encontrar no comércio. Ainda que o género mais conhecido é o tubifex, existem muitos outros como limnodrilus. São típicos de águas contaminadas e estagnadas, Pelo que devem ser desinfetados previamente. É aconselhável oferecer aos peixes de modo esporádico e em pequena quantidade pois contem uma alta proporção de gordura e podem esconder-se rapidamente no fundo. Dos tipos de vermes de fácil manutenção caseira, se outro aficionado nos cede alguns exemplares são as larvas e os micros vermes. As larvas do género Enchytraeus medem mais de um centímetro, Os Micro vermes do género Anguillula, medem 2 a 3 cm de comprimento e são adequados para peixes pequenos e alevins em crescimento. A minhoca da família dos lumbricidos é aceite por peixes grandes além disso fragmentos sujos ou os seus próprios estados de desenvolvimento permitem alimentar espécies de menor porte. Pode-se recolher em bom número nos lugares sombrios, inclusive reproduzir com facilidade na nossa própria casa.

alimento vivo cladoceros clopepodos, cladoceros clopepodos, DáfniasOs crustáceos:

Em lagos ou charcos com ajuda de uma rede de malha fina, podem-se recolher. Especialmente no verão, vários tipos de pequenos crustáceos que depois de serem lavados constituem uma excelente fonte de proteínas. Um dos mais comuns, e o mais indicado para os peixes de aquário é a ” pulga de água ” género Daphnia. Alem disso o seu cultivo caseiro é perfeitamente viável. O mesmo se pode dizer de outros crustáceos dulceacuicolas, como Gammarus, Diaptomus, Moina ou Asellus. O caso do género Cyclops é um pouco diferente porque ainda que tenha mais de um valor nutritivo aceitável, já se demonstrou que pode vir a comer as posturas e os alevins. Devem ser administrados com moderação. Sem dúvida o crustáceo mais conhecido, no campo da alimentação de peixes de aquário é a artemia salina. O seu alto conteúdo proteico de pequeno tamanho das suas fases larvárias e a facilidade que tem os seus ovos para eclodir em incubações caseiras fazem deste crustáceo, um das melhores presas para os mais pequenos alevins.

Os Infusórios:alimento vivo protozoários aquáticos

Muitas espécies de rotífero e protozoários (termo atual que engloba a maioria dos organismos microscópicos denominados antigamente como infusórios) constituem num magnífico alimento vivo para alevins. Podem cultivar-se em casa ou recolher-se diretamente de charcos ou similares. Neste último caso o risco sanitário é maior.

Larva de insetos:

São validas larvas terrestres como aquáticas. Entre as primeiras a mais divulgada é o mal denominado ” verme da farinha ” fase larvária de Tenebrio mollitor. Também são comestíveis espécies de escaravelhos da mesma família os Tenebrionidos. Criam-se facilmente e são bem aceites por peixes de tamanho médio grande. Em certas épocas do ano, os estabelecimentos dedicados a pesca, vendem diferentes tipos de varejas e larvas de moscas. Em relação as larvas aquáticas, o panorama mudam radicalmente. A sua manutenção em casa é muito mais problemático e o normal é recolhê-las no seu próprio meio. Nas zonas dos rios sem corrente encontram-se as fases larvárias de efémeras, plecopteros e friganeas.

Estas últimas se reconhecem bem, pois estão no interior de pequenos tubos de areia e pequenas partículas juntas entre si com uma espécie de seda. Em charcos ou zonas sem correntes dos rios podemos capturar, na superfície da água, larva de diferentes tipos de mosquitos. As mais comuns são de cor escuro, mas também há as transparentes do género Chaoburus chamado ” vermes de vidro “. A maior profundidade encontra-se as larvas do género Chironomus, que pela sua cor avermelhada chamam-se “vermes de sangue” Algumas vezes também podem adquirir-se nas lojas. É necessário ter cuidado, pois algumas provem de fábricas depuradas (matadouros) e contem grande quantidade de microrganismos potencialmente perigosos para os peixes. Um sítio ideal para as recolher é as piscinas descuidadas. Se devem administrar em doses pequenas, ainda que são capazes de sobreviver no aquário e chegar a completar seu ciclo vital convertendo-se em desagradáveis mosquitos.

Os insetos adultos:

alimento vivo larvas de mosquito

O mais conhecido em aquariofilia é sem dúvida a mosca do vinagre, Drosophila meianogaster. A sua manutenção caseira requer pouco espaço e reproduz-se rapidamente. O maior obstáculo dos primeiros exemplares recorrendo-se em geral a outro aficionado que já disponha de um cultivo. No verão podem-se recolher algumas esvoaçando em locais onde haja frutas maduras e apodrecidas em abundância. Na realidade a variedade mutante de asas vestirias empregue em genética experimental, o resultado é particularmente útil ao não poder voar. Outros insetos de maior tamanho como os grilos, pequenos gafanhotos ou baratas, só são comestíveis para alguns peixes de grande tamanho. São particularmente práticos para os aficionados que alem de peixes, mantém anfíbios e/ou repteis, pois são aceitos pelos três tipos de animais.

Os peixes:

Ainda que no princípio se torne chocante, pode ser necessário criar espécies de peixes pequenos que posteriormente são oferecidos como presas vivas a outras espécies carnívoras de tamanho maior. Os peixes mais ” rentáveis ” para este fim costumam ser os conhecidos guppys e mollys. Alguns aquariofilista não são partidários deste sistema por razões que podíamos qualificar de ” índole ética ” razões evidentemente respeitáveis, no entanto não compartilhadas pela própria natureza.

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Practical Fishkeeping - 2016 - 02-Fevereiro
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Uma paixão que já dura desde da década de 80, mais precisamente em 1983, o ano da descoberta do mundo da aquariofilia com o meu primeiro aquário de 60 litros, neste momento posso dizer que tenho um conhecimento médio/alto. Bio-Peixe Grupo no Facebook ou Facebook