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Categoria: Reprodução

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Reprodução do Brachygobius e do Gasterosteus aculeatus

O comportamento reprodutivo do Brachygobius e do Gasterosteus aculeatus, é bastante incomum, mas é interessante.

O Brachygobius

Este belo peixe se reproduz de forma semelhante ao Badis Badis. Prefere um vaso invertido com um orifício de drenagem alargado, que permite uma entrada mais fácil. É o macho que cuida sozinho dos ovos e dos alevins. Prefere uma temperatura de 26 grau e um pH próximo do neutro. O aquário de reprodução deve ter uma altura de água de 10 a 15 cm. Tal como o Badis Badis, estes peixes podem ser condicionados com facilidade à base de alimentos vivos.

A fêmea deve ser retirada do aquário depois da desova. Após terem absorvido o saco vitelino, os alevins devem ser alimentados durante vários dias com pequenos Infusórios ou com um substituto adequado. Se bem que seja acusado por vezes de roer as barbatanas de outros peixes, nunca o vi fazer isso. Mas já tenho visto os Brachygobius comerem outros peixes suficientemente pequenos para lhes caberem dentro da boca, que é de resto muito grande, proporcionalmente ao tamanho do corpo. Abrem toda a parte da frente da cabeça e podem engolir um Guppys com metade do tamanho que atingem em adultos e Néons com três quartos do seu tamanho adulto. Tal como todos os peixes do mesmo género são semi-nocturnos e fazem as suas depredações ao abrigo da escuridão.

reprodução do Brachygobius Gasterosteus aculeatusDe uma maneira geral, os Caracídeos prestam pouca atenção aos ovos e aos alevins, a não ser para os comerem. O Pyrrhulina Rachoviana e o Copeiriacalolepis desovam nas plantas aquáticas de folhas largas, a uma temperatura de 23,5 graus. O Copeina Guttata afasta a areia no fundo do aquário com as barbatanas até escavar uma depressão bastante grande, onde os ovos são depositados. Nestas três espécies são os machos que cuidam sozinhos dos ovos, bem como dos alevins, durante um curto espaço de tempo.

 

O Gasterosteus aculeatus

O Gasterosteus Aculeatus é um peixe de aquário muito vulgar em Inglaterra e noutros países da Europa, onde é criado em grandes quantidades. O seu comportamento, muito complicado e ritualizado, tem sido objecto de muitos estudos feitos em laboratório. Conhecemos portanto muito melhor os estímulos que desencadeiam as reacções do Gasterosteus Aculeatus do que os que actuam sobre outros peixes de aquário. Várias espécies de água salgada aparentadas com o Gasterosteus vivem na costa atlântica dos EUA.

Recomendação: Alimentar os peixes dos vários nível do aquário.

Essas espécies emigram na Primavera para os rios, mas precisam de regressar rapidamente à água salgada, pelo que não podem viver muito tempo em aquário. Uma destas espécies, o Apeltes Quadracus, cujo comportamento é menos conhecido do que o do Gasterosteus Aculeatus, desova em aquário se os reprodutores forem capturados quando sobem os rios, na sua migração periódica do princípio da Primavera.

O ninho destes peixes parece mais de pássaro do que de peixe. Consiste em pedacinhos de plantas colados uns aos outros com uma secreção renal e fixo às plantas, debaixo de água, como um ninho de pintarroxo aos ramos de uma árvore. O ninho tem geralmente duas aberturas. Depois de ter introduzido no ninho uma ou mais fêmeas, que entram por uma das aberturas e saem pela outra, depositando ali os ovos, que o macho fertiliza imediatamente, este posta-se de guarda à entrada do ninho.

Criando com as barbatanas uma corrente de água que passa por sobre os ovos. Ataca ferozmente todos os intrusos, inclusive a fêmea com a qual acabou de se acasalar. Os alevins devem ser alimentados com Infusórios miúdos. Como estes peixes não são oriundos das regiões tropicais, a temperatura da água não deve ser superior aos 21 graus.

O Gasterosteus Aculeatus, que tem sido objecto de uma investigação mais constante, é oriundo das águas costeiras da Europa e dos EUA. Quando se juntam vários machos num aquário, cada um deles escolhe imediatamente o seu canto, que considera como um território exclusivo, onde construirá o ninho. Se bem que os machos sejam aparentemente muito ameaçadores, quase nunca participam em lutas e, quando isso acontece, raramente são perigosos para os adversários.

A sua bravura é directamente proporcional à proximidade a que se encontram do ninho. Se um macho desta espécie penetra inadvertidamente no território de um rival, este precipita-se em direcção ao intruso, de espinhos erectos e ostentando as suas cores mais brilhantes, e o invasor foge imediatamente em direcção ao seu território. Uma vez atingido esse território, a situação inverte-se.

Recomendação: Como alimentar correctamente os peixes de aquário.

O perseguido torna-se agora em perseguidor, expulsando o outro peixe em direcção ao território deste e assim por diante, até chegarem a acordo quanto às fronteiras dos respectivos territórios. Nessa altura ficam ambos no lado respectivo, ameaçando-se valorosamente.

A construção do ninho pode levar de uma a cinco horas, culminando no momento atrás referido, ou seja, na entrada e saída da fêmea pelas aberturas opostas do ninho. A postura dos ovos é feita pelo processo que descrevemos já em relação ao Apeltes Quadracus. A fêmea insinua-se pela abertura do ninho, seguida pelo macho. Depois da desova a fêmea deve ser afastada. Se o aquário contém várias fêmeas, o macho consegue por vezes que todas elas vão desovar no seu ninho. O macho cuida sozinho dos ovos e dos alevins. Estes são muito pequenos e podem ser alimentados de início com Infusórios e mais tarde com Micro Vermes e Camarões de salina.

Anostomus anostomus
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Aqualon - 2013 - Janeiro - Fevereiro - Marco
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Uma paixão que já dura desde da década de 80, mais precisamente em 1983, o ano da descoberta do mundo da aquariofilia com o meu primeiro aquário de 60 litros, neste momento posso dizer que tenho um conhecimento médio/alto. Bio-Peixe Grupo no Facebook ou Facebook