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Categoria: Reprodução

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A reprodução do Carassius auratus, O Peixe-vermelho

Vou tentar explicar como se faz a reprodução do Carassius auratus, o Peixe-vermelho em aquário, porque em um lago ela se faz muitas vez por si mesmo.

A maioria das pessoas está convencida de que os peixes-vermelhos, Carassius auratus não se reproduzem em aquário. Têm uma ideia bastante vaga no que se refere à sua origem, e quando lhes explicamos os métodos de reprodução destes peixes, perguntam-nos espantadas. Então, porque é que os meus peixes-vermelhos, Carassius auratus nunca fazem criação? Proponho-me descrever neste capítulo os métodos de reprodução dos peixes-vermelhos, Carassius auratus e indicar como proceder para conseguir a sua reprodução em aquário. O peixe-vermelho, Carassius auratus, é ovíparo, sendo os seus ovos adesivos.

 

Carassius auratuspeixe-vermelho, Carassius auratus é sempre o mesmo, aparentando-se muito com a carpa. Sendo um peixe muito robusto, resiste ao confinamento em pequenos aquários em forma de globo, onde não chega porém a atingir a maturidade. Os peixes só crescem quando dispõem de um certo espaço vital. Os peixes-vermelhos, Carassius auratus que vivem em aquários muito pequenos deixam de crescer. É quase impossível identificar o sexo dos pequenos peixes-vermelhos, Carassius auratus que se vendem em muitas casas especializadas. Esses peixes, mal tratados e mal alimentados, sofrem geralmente de doenças que os não deixam viver muito tempo. A menos que sejam transferidos para um grandes aquários e tratados convenientemente, estão condenados a uma morte precoce.

O tratamento e condicionamento dos peixes-vermelhos

Se forem alojados em um aquários espaçosos pelo menos 25 litros de água para cada 2,5 cm de peixe e convenientemente alimentados, podem reproduzir-se a partir dos 9 ou 12 meses, quando o seu comprimento for aproximadamente de 5 cm. Nessa altura pode identificar-se com facilidade o seu sexo. Quando os ovários da fêmea estão cheios de ovos, os seus flancos distendem-se, por vezes de forma assimétrica um dos lados é mais saliente do que o outro.

O macho mantém-se esguio. O macho que está pronto para a reprodução apresenta geralmente tubérculos brancos nas guelras. Esses tubérculos podem também aparecer na pele dos flancos e até nas barbatanas peitorais. Embora por vezes os machos em boas condições físicas não apresentem tubérculos, quando estão aptos para a reprodução perseguem persistentemente as fêmeas, podendo ser identificados por esse comportamento.

Geralmente os sexos são condicionados separadamente, sendo a Primavera a melhor época para tentar a sua reprodução. Os dias mais compridos e a adição de água fresca das chuvas primaveris têm um efeito estimulante sobre os peixes-vermelhos, Carassius auratus do lago de jardim. Se a sua reprodução em cativeiro como finalidade única aumentar número dos peixes que povoam o lago, deve adoptar-se um método o mais simples possível. Planta-se no lago um maciço denso de uma planta como o Anacharis, o Myrigphyllum ou o Jacinto de água.

Alguns dos ovos postos pela fêmea escaparão assim à voracidade dos pais e os alevins poderão ocultar-se nos maciços de plantas, o que lhes dará uma oportunidade de sobreviverem. Os peixes adultos devem ser alimentados com frequência, pois terão menos apetite para os alevins. Infelizmente a selecção natural resultará na sobrevivência dos alevins menos desejáveis. Os peixes de corpo curto e barbatanas compridas e de cores mais vivas, que são também os mais lentos e os que se vêem melhor, serão geralmente apanhados. É no entanto provável que alguns deles consigam sobreviver, e o criador menos exigente contentar-se-á com isso.

Os criadores comerciais recorrem a vários métodos de protecção dos ovos, a fim de obterem um número compensador de alevins. Esses métodos reduzem-se todos, no entanto, a variantes de um mesmo processo. Atam-se uns aos outros alguns molhos de uma planta arbustiva bastante densa, de preferência o Myrigphyllum, de modo a formarem um conjunto semelhante aos raios de uma roda.

Colocam-se no lago onde os peixes vão desovar alguns destes “ninhos” para os peixes-vermelhos, Carassius auratus, eliminando-se todas as outras plantas. O instinto natural dos peixes leva-os a desovar nessas plantas, que são então removidas para tabuleiros de eclosão ou para lagos pouco profundos. Colocam-se entretanto no lago dos peixes-vermelhos, Carassius auratus novo maciço de plantas.

Pode proceder-se de forma semelhante em aquários de interior. Se bem que os criadores comerciais façam a reprodução com grupos de três machos e uma fêmea, não convém utilizar um número tão elevado de peixes no espaço reduzido de um aquário. A reprodução será feita com um único casal. Separam-se os membros do casal até que o corpo da fêmea se torne roliço e apareçam tubérculos no corpo do macho, sinais de que ambos estão prontos para a reprodução.

Convém tirar todas as plantas do aquário de reprodução, pois a fêmea, esfregando o corpo de encontro às plantas, pode desovar prematuramente. Os peixes-vermelhos são omnívoros, comem portanto alimentos de origem vegetal ou animal. O condicionamento deve fazer-se à base de uma combinação de alimentos dos dois tipos, espinafres cozidos e migados, pasta de flocos de aveia cozidos, alimentos secos já preparados, carne picada e fígado moído, assim como comida viva. Os maiores peixes-vermelhos podem ser condicionados com minhocas bem lavadas e cortadas em pequenos pedaços.

O aquário de desova deve ter uma capacidade não inferior a 75 litros. Convém colocá-lo num local bem iluminado, sobretudo de manhã. A temperatura da água será de 21 graus e o pH de 7,0 a 7,4. Os reprodutores podem ser introduzidos no aquário de reprodução ao fim do dia. A desova tem geralmente lugar na manhã seguinte entre o nascer do dia e as 10 da manhã. Se a desova demorar, muda-se uma parte da água do aquário, substituindo-a por água doce ligeiramente mais fria.

Essa mudança estimula a reprodução, efeito que pode também ser conseguido através de uma aeração intensa. Um maciço denso de Myriophyllum ou de Jacintos de água doce, colocados numa das extremidades do aquário, a que está virada para a luz, serve para receber os ovos.

O macho persegue velozmente a fêmea através das plantas, fertilizando os ovos que ela liberta. A desova produz de 500 a 1000 ovos, com pequenos intervalos de descanso. Uma grande fêmea e bem condicionada pode produzir 3000 ovos. Se o aquário conter um único macho, muitos deles não serão fertilizados. O número de ovos fertilizados será no entanto suficientemente elevado para satisfazer o amador, que apenas dispõe de um espaço limitado para a criação dos novos peixes.

Após a desova os pais devem ser retirados do aquário, para não comerem os ovos e os alevins. Os ovos são bastante grandes, com cerca de 1,5 mm de diâmetro. No momento da postura têm uma cor de âmbar pálido, que desbota nos dois dias que se seguem. Os ovos estéreis cobrem-se de fungos ao segundo dia. Os ovos estragados avultam tanto, com os “filamentos” brancos dos fungos que os recobrem, que muitos aquariofilistas inexperientes deitam tudo fora, convencidos de que os ovos não prestam. Se esperassem pela eclosão, verificariam que muitos deles continuavam viáveis.

Os ovos são por vezes achatados imediatamente a seguir à postura, mas absorvem a água por um poro minúsculo, inchando como ameixas secas demolhadas. Alguns criadores preferem tirar as plantas do aquário, em vez de retirarem os reprodutores. Colocam os ovos em tabuleiros pouco fundos, onde se dá a eclosão. Podem utilizar-se para o efeito bacias de esmalte.

O tempo de incubação depende da temperatura. Quanto mais elevada for a temperatura, mais rápido será o desenvolvimento do embrião. A uma temperatura de 23,5 graus, a eclosão dá-se ao fim de cinco dias. Uma temperatura demasiado elevada pode no entanto prejudicar o embrião.

Os alevins, com o saco vitelino agarrado ao corpo, aderem às plantas e às paredes interiores do recipiente durante dois ou três dias. Quando começam a nadar, devem ser alimentados tal como todos os outros peixes muito pequenos. Caso se não disponha de Infusórios, pode fornecer-se-lhes gema de ovo ou um alimento para peixes de textura muito fina. Os alevins precisam de muito espaço para se desenvolverem convenientemente, caso contrário serão sempre peixes fracos e enfezados.

Devem ser alimentados muitas vezes ao dia com pequenas quantidades de cada vez. Os peixes-vermelhos são muito comilões e precisam de muita comida. Podem introduzir-se no aquário de criação alguns caracóis ou Corydoras para evitar a poluição da água. Mas, como é evidente, não poderão ser introduzidos no aquário antes da eclosão dos ovos, para os não comerem. Depois da eclosão dos ovos férteis deve-mos colocar no aquário, alguns caracóis que eliminarão rapidamente os ovos estéreis atacados pelos fungos.

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Uma paixão que já dura desde da década de 80, mais precisamente em 1983, o ano da descoberta do mundo da aquariofilia com o meu primeiro aquário de 60 litros, neste momento posso dizer que tenho um conhecimento médio/alto. Bio-Peixe Grupo no Facebook ou Facebook