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Categoria: Reprodução

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A reproducao dos ciprinideos caracideos

A reprodução dos Ciprinídeos Caracídeos não é impossível de se conseguir em aquário comunitário, esta reprodução é aconselhada em aquário especifico.

Nestes grupos que refere este artigo “a reprodução dos Ciprinídeos Caracídeos” se inclui a grande maioria dos peixes de aquário, pois compreende quase todas as carpas e também quase todos os Ciprinídeos Caracídeos. O condicionamento é particularmente importantes para os peixes compreendidos nestes grupos. A reprodução se faz geralmente, em aquários que contêm apenas água e plantas destinadas a facilitar a desova. Este aspecto é importante, pois o aquário não pode conter pequenos caracóis, hidras, sanguessugas ou quaisquer outros organismos inimigos dos ovos, dos alevins e dos adultos.

 

reproducao dos ciprinideos caracideos

Lava-se cuidadosamente o aquário, esfregando as paredes com uma pasta de sal e água. Passa-se por água limpa com todo o cuidado. Enche-se o aquário com água canalizada que se deixa assentar de 24 a 48 horas, antes de se introduzirem os peixes. A temperatura da água deve ser de 26 a 27 graus e o pH, que deve ser verificado imediatamente antes da introdução dos peixes, será de 6,8.

As plantas que vamos colocar no aquário devem ser previamente desinfectadas, mergulhando-as numa solução de cerca de 30 gramas de alúmen em pó para 4,5 litro de água. Deixam-se as plantas nessa solução durante 20 minutos, e lavam-se depois debaixo da torneira durante cinco minutos, para eliminar todos os vestígios de alúmen. Depois deste processo, podem então ser colocadas no aquário. A maioria dos pequenos Barbos pode reproduzir-se num aquário de 25 litros. As maiores variedades devem se utilizar um aquário proporcionalmente maior. A altura de água do aquário deve ser de proximamente 17,5 cm.

A planta mais adequada para os aquários de desova deste tipo de peixes são as Mvriophyllum. Colocam-se no aquário alguns molhos destas plantas de 15 cm de comprimento, atadas com tiras de chumbo, cujo o peso mantém as plantas assentes no fundo do aquário, podem também utilizar-se molhos enraizados em pequenas tigelas cheias de cascalho. As plantas são colocadas no lado de onde vem a luz. Enche-se de plantas metade do aquário, deixando a outra metade livre, para os peixes poderem nadar.

O acasalamento começa geralmente nesse espaço aberto, culminando numa violenta perseguição da fêmea pelo macho através dos maciços em que tem lugar a desova. Os densos maciços de plantas colocadas no aquário de desova têm ainda, uma outra finalidade, se a fêmea não quer ou não está em condições de desovar, pode refugiar-se entre as plantas para fugir ao seu perseguidor.

Identificação do sexo

As diferenças entre os sexos variam de espécie para espécie. Regra geral, quando há uma diferença na cor, é o macho que apresenta cores mais vivas. O macho e a fêmea de muitos Barbos e Caracídeos têm no entanto cores iguais. É então necessário se diferençar os sexos pela forma do corpo. O abdómen da fêmea é mais arredondado e mais roliço do que o do macho, o que não é de espantar, pois as ovas maduras podem equivaler a um quarto ou a um quinto do peso total do corpo da fêmea.

Vista de cima, a fêmea é mais larga. Alguns Caracídeos machos têm pequenos ganchos na barbatana anal. Apanhando numa rede de tule um certo número destes peixes, os machos agarram-se momentaneamente à rede com esses ganchos quando esta é invertida. O corpo da maioria dos Caracídeos machos quase que forma uma linha recta com o maxilar inferior, mas o perfil das fêmeas descreve uma curva para baixo antes de curvar novamente para trás.

A selecção dos reprodutores

A maioria dos Barbos e dos Caracídeos pode se reproduzir a partir dos seis meses de idade. Estes reprodutores jovens põem no entanto um menor número de ovos, do que os reprodutores maiores e mais velhos. Por outro lado desovam com mais facilidade e adaptam-se também melhor às alterações do ambiente. O intervalo que se verifica entre a desova e a formação de novos ovos no interior do corpo da fêmea é espantosamente curto.

Muitos Barbos e Caracídeos fêmeas podem desovar de quatro em quatro dias, e os machos estão sempre prontos para a fecundação. Como é evidente, a desova não se pode processar durante muito tempo a intervalos curtos. O número de ovos de cada uma dessas desovas sucessivas diminui gradualmente. Porém, estes peixes desovam com grande frequência durante toda a sua vida, aparentemente não sofrendo com isso.

Os criadores comerciais e os amadores experientes mantêm os reprodutores dos dois sexos em aquários separados, colocando em cada aquário um número elevado de peixes do mesmo sexo, que pode ir dos seis aos vinte. Selecionam-se depois entre esses reprodutores os peixes potenciais que vão ser utilizados para a reprodução. Como é evidente, não se pode correr o risco de depender de um único casal de reprodutores.

O acasalamento

O processo que recomendo consiste em colocar a fêmea ou as fêmeas, no caso de se utilizar mais do que uma, no aquário de reprodução logo de manhã. Os machos são introduzidos no aquário ao fim desse mesmo dia. Se tudo correr bem, a desova terá lugar na manhã seguinte. Se os peixes não desovarem até ao fim desse dia, retira-se um quarto da água do aquário por meio de um sifão e substitui-se por uma água nova a uma temperatura 5 grau inferior à da do aquário. Esta água deve ter assentado durante 24 a 48 horas. Repete-se parcialmente esta mudança ao fim do dia seguinte.

Se os peixes não desovarem, é melhor desistir. Tiram-se os reprodutores do aquário, que se limpa e desinfecta muito bem. Caso se disponha de outros reprodutores, pode preparar-se novamente o aquário e fazer-se outra tentativa, mas deve-se esperar pelo menos duas semanas antes de se tentar novamente a reprodução com os reprodutores que falharam da primeira vez. Aproveita-se esse intervalo para condicionar novamente os reprodutores.

Pode se tentar a reprodução com casais isolados ou com um grupo de três machos e duas fêmeas. Chama-se desova comunitária à desova de mais de um casal. O macho persegue vigorosamente a fêmea. Esta nada rapidamente entre os maciços de plantas, espalhando os ovos, que aderem às plantas em que tocam. A desova pode demorar de 15 minutos a várias horas. Os períodos de postura alternam com períodos de repouso. O processo termina finalmente quando a fêmea, exausta ou vazia, se refugia entre as plantas ou nos cantos do aquário, recusando-se a corresponder às solicitações do macho.

Depois de a desova ter acabado, devem se mudar os pais para outro aquário, pois eles começam imediatamente a procurá-los e a comer os ovos. Os peixes de ambos os sexos devem ser separados para um novo período de condicionamento. Neste ponto devemos fazer uma advertência, os aquários de reprodução devem estar muito bem tapados, pois no seu entusiasmo os peixes, por vezes saltam para fora do aquário.

Os Caracídeos têm um comportamento muito mais tranquilo do que os Barbos. Depois de uma perseguição persistente da fêmea pelo macho, o casal paira durante uns momentos lado a lado entre os maciços de plantas, expelindo e fertilizando alguns ovos. Depois da desova, os dois peixes esforçam-se por encontrar e comer os ovos. Mudam-se portanto para outro aquário, ou retiram-se deste as plantas a que os ovos aderiram, colocando-as num outro aquário com água à mesma temperatura.

Os alevins quando nascem têm o aspecto de uma cabeça e de uma cauda a sair de um ovo. Pouco a pouco a cauda aumenta de tamanho, a parte intermédia do corpo torna-se mais pequena e o peixe adquire um aspecto normal. Durante este processo os alevins não comem nada, alimentando-se exclusivamente do saco vitelino. Assim que começa a nadar deve receber infusórios finos ou qualquer outro substituto adequado.

A medida que os alevins vão crescendo deve de ser transferidos para maiores aquários. Devem ser agrupados por tamanhos, pois, ao contrário do que seria de esperar, não crescem todos à mesma velocidade. Aos três meses de idade os peixes maiores podem ter o dobro do tamanho dos mais pequenos.

Protecção dos ovos

Os caracóis e os Corydoras comem os ovos, devendo portanto ser excluídos do aquário de desova. Quando os alevins começam a nadar, convém no entanto colocar um ou mais Corydoras pequenos no aquário de criação.
Já presenciei um casal de Barbos de Sumatra colocados em um pequeno aquário de 2 litros em forma de globo, do género dos aquários de peixes vermelhos. Este casal de Barbos, confinado em um espaço tão restrito, desovou, cobrindo o fundo do aquário com centenas de ovos. Depois disto, quem é que pode dizer que é difícil conseguir que os peixes se reproduzam?

Trichopodus trichopterus
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Uma paixão que já dura desde da década de 80, mais precisamente em 1983, o ano da descoberta do mundo da aquariofilia com o meu primeiro aquário de 60 litros, neste momento posso dizer que tenho um conhecimento médio/alto. Bio-Peixe Grupo no Facebook ou Facebook