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Categoria: Reprodução

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A reprodução dos peixes Vivíparos (Poecilídeos)

A família dos Poecilídeos são todos os peixe vivíparos, ou seja que as crias (alevin) quando nascem já estão totalmente desenvolvidos.

Geralmente todos os peixes vivíparos que são mantidos em aquário de interior pertencem à família dos Poecilídeos, ou “carpas dentadas vivíparas”. Os peixes vivíparos são assim designados porque dão à luz peixes vivos’. Os mais conhecidos destes peixes são o Lebistes reticulatus (Guppys), o Mollienesia latipinna (Molly) e os Xiphophorus (Espada).

 

O condicionamento dos peixes vivíparos

Poecilídeos VivíparosPara manter os reprodutores em boas condições físicas, devemos fornecer-lhes todos os dias alimentos secos, e dia sim dia não alimentos vivos. Convém também dar-lhes de vez em quando uma dose de espinafres cozidos bem migados. Sei de um criador que costuma dar aos seus reprodutores ervilhas cozidas e esmagadas. Para evitar as doenças, convém adicionar à água do aquário uma colher de chá de sal marinho para cada 13,5 litros de água. Não é necessário repetir a dose, pois o sal não se evapora.

A barbatana anal do macho destas espécies é estreita e pontiaguda. A forma da barbatana anal é uma das maneiras mais seguras de distinguir os sexos. Os aquariofilistas inexperientes convencem-se por vezes de que todos os peixes recém-nascidos na mesma altura são fêmeas. Acontece porém que os jovens machos de quase todas as espécies têm tendência para se assemelharem às fêmeas. As características sexuais secundárias só aparecem quando os peixes atingem a idade adulta.

No Guppy e no Espada machos, a modificação da barbatana anal, que se transforma em Gonopódio, é a primeira característica sexual que se manifesta. Uma das características sexuais secundárias do Guppy é as cores vivas do macho e do Espada macho o prolongamento em forma de espada dos raios inferiores da cauda. Se bem que o Platy se aparente com o Espada, os exemplares do Platy não têm a espada.

Estes peixes serão autênticos vivíparos?

Tem-se discutido muito sobre se os peixes vivíparos são verdadeiros vivíparos, como os mamíferos, ou se o corpo da mãe se limita a servir de receptáculo aos ovos, que se desenvolvem no seu interior sem exigirem mais do que protecção. Se bem que a reprodução das diferentes espécies de peixes vivíparos se processe de formas diferentes, a maioria ou talvez mesmo todos os Poecilídeos alimentam as crias durante os primeiros estádios do seu desenvolvimento.

No momento do contacto, o macho deposita o esperma dentro do canal genital da fêmea por meio do Gonopódio, que é uma barbatana anal modificada. O esperma permanece viável no interior das dobras do oviduto durante períodos muito longos, que podem atingir os sete meses. À medida que os sucessivos conjuntos de ovos vão amadurecendo, são fertilizados pelo esperma. Nos primeiros estádios do desenvolvimento dos embriões, a membrana pericárdica é muito grande, e pensa-se que é através dela que o embrião é alimentado pela mãe.

Os alevins mantêm-se dentro do corpo da mãe até poderem sobreviver sem ajudas. São expelidos todos enrolados, como anchovas, mas logo se endireitam e se precipitam para o fundo do aquário, onde se escondem. Ao fim de algumas horas começam a nadar de um lado para o outro, em busca de alimento. De vez em quando as fêmeas dão à luz prematuramente. Quando isso acontece, os alevins apresentam uma saliência vermelha sobre o estômago. É o saco vitelino que não foi reabsorvido.

Muitos deles têm dificuldade em nadar, deslocando-se com movimentos descontínuos no fundo do aquário. Em muitos casos os alevins conseguem desenvolver-se normalmente, mas muitos outros morrem. Acontece por vezes que alguns alevins nascem num estádio ainda mais precoce do seu desenvolvimento, caso em que permanecem enrolados na posição fetal, morrendo alguns minutos depois. Esses partos prematuros são mais frequentes no género Moilienesia.

Os esconderijos para os alevins dos peixes vivíparos

Pode também se equipar para a reprodução um aquário normal que contenha apenas peixes vivíparos, ou peixes vivíparos e alguns outros peixes ovíparos pouco vorazes, colocando num dos cantos do aquário um ou dois maciços de ervas, onde os peixes possam esconder-se. Os alevins descobrem rapidamente esse esconderijo natural e aí se escondem até serem suficientemente grandes e fortes para poderem sobreviver sem protecção.

Caso se pretenda salvar um número mais elevado possível de peixes, deve se instalar a fêmea sozinha num aquário assim que se note que está prenhe. A indicação mais segura dessa condição é o inchaço do ventre. A chamada “mancha de gravidez”, uma mancha escura que aparece perto do ânus, não constitui um sinal seguro.

Se a mãe for bem alimentada e se o aquário estiver equipado com densos maciços de erva onde os alevins possam esconder-se, a maioria deles sobreviverá. Depois da desova, a fêmea pode regressar ao aquário comunitário. Pode reservar-se um aquário exclusivamente para a desova, transferindo os alevins para um aquário de criação alguns dias depois do nascimento.

Têm de se tomar estas precauções para salvar a vida dos alevins, porque a dieta favorita dos peixes são os outros peixes. As próprias mães os podem comer. É desnecessário e pouco aconselhável manter o macho no aquário de desova. Depois de a fêmea ter sido fertilizada, pode parir um máximo de cinco vezes, a intervalos de quatro a seis semanas. O número dos alevins de cada vez pode variar de 12 a 15 numa pequena Molly até 150 num grande Espada.

Recomendação: O Kiillie “Aphyosemion Australe” como criá-los.

A temperatura e a luz

Quando se mudam os peixes vivíparos de aquário, tem-se que verificar sempre a temperatura da água. Nunca se pode mudar os peixes para uma água que esteja a uma temperatura diferente daquela em que viviam. Quando se transferem os alevins para outro aquário, deve tirar-se os peixes juntamente com uma porção da água do aquário em que se encontravam. Acrescenta-se pouco a pouco a essa água, água do aquário para onde os peixes vão ser transferidos, devendo todas as mudanças ser graduais.

Já se experimentou com êxito fazer a reprodução de Mollys e Espadas albinos em aquários de esmalte branco bem iluminados. Tal como todos os albinos têm uma vista muito fraca, e não conseguem encontrar os alevins de encontro a esse fundo branco iluminado. Num aquário vulgar encontram os alevins com facilidade e comem-nos com maior voracidade do que os vivíparos de pigmentação normal.

Podemos perfeitamente introduzir-se um Corydoras anão ou caracóis em aquários que contenham alevins de peixes vivíparos. Esses agentes de limpeza do aquário só comem os alevins quando estes estão mortos ou prestes a morrer.

A água do aquário

Antes de se encher o aquário, devemos deixar assentar a água canalizada em boiões de vidro abertos ou em contentores de esmalte durante 48 horas, antes de a usar. Os gases dissolvidos na água (que se depositam junto ao vidro e nas plantas sob a forma de bolhas) entretanto desaparecem. O cloro geralmente adicionado à água canalizada das cidades é igualmente libertado durante esse período de tempo. A temperatura ideal da água dos aquários de peixes vivíparos adultos ou pequenos é de 23 graus, se bem que possa ser alguns graus mais elevada ou mais baixa sem que dai advenham para os peixes quaisquer consequências.

A alimentação dos alevins

Os alevins devem ser alimentados várias vezes ao dia com comida moída muito fina, pode distribuir-se esse alimento seis ou sete vezes ao dia, desde que a quantidade fornecida de cada vez seja pequena. Para os alimentar mete-se a ponta do indicador (seco) na embalagem da comida.

Uma pequena porção aderirá ao dedo, sacode-se o dedo para dentro do aquário, e a comida distribui-se regularmente à superfície da água, onde as boquinhas esfomeadas dos alevins a vão buscar. O crescimento dos peixes será muito mais rápido se lhes for fornecida uma dose diária de Dáfnias coadas pela peneira mais fina ou de Tubifex, de Camarões de salina ou de Micro vermes reduzidos a polpa.

O número de alevins contido no aquário não deve ser exagerado. Os peixes são animais prolíficos, e por vezes entusiasmamo-nos com a reprodução, obtendo mais do que aqueles que podemos criar. É preferível criar um pequeno número de peixes vigorosos e saudáveis do que um grande número de peixes fracos e enfezados.

Devemos atribuir a cada um dos alevins recém-nascidos um volume de água igual a um terço do que é exigido pelos adultos da mesma espécie. Convém também adaptar um filtro aos aquários onde se alojam os reprodutores adultos e os alevins, a fim de manter a água limpa, pouco calcária e com um pH adequado.

Ainda pode proceder à aeração do aquário de criação, o que, juntamente com a acção do filtro contribui para atenuar os efeitos nocivos da manutenção de um excesso de indivíduos num espaço limitado. Para que os peixes se desenvolvam bem, é necessário fornecer-lhes quantidades adequadas de alimentos nutritivos e variados, atribuir-lhes o espaço de que precisam e manter a água a uma temperatura correcta.

Macropodus opercularis
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Uma paixão que já dura desde da década de 80, mais precisamente em 1983, o ano da descoberta do mundo da aquariofilia com o meu primeiro aquário de 60 litros, neste momento posso dizer que tenho um conhecimento médio/alto. Bio-Peixe Grupo no Facebook ou Facebook