BioPeixe.com

Bio Beixe

Tudo o conhecimento para o seu aquario

Categoria: Reprodução

Esta página teve 1.350 views
A reprodução do Rasbora Arlequim (Rasbora heteromorpha)

A reprodução do Rasbora Arlequim (Rasbora heteromorpha), como muitos outros peixes de pequeno porte é conseguida em aquários comunitários sem que nos apercebemos.

O  Rasbora Arlequim (Rasbora heteromorpha) é apenas um dos muitos Rasbora habitualmente importados, embora se trate do mais popular desta espécie. Tal como o Paracheirodon innesi, o Rasbora Arlequim (Rasbora heteromorpha) é atacado por uma doença específica. Essa doença é causada por um protozoário parasita, o Oodinium limneticum, e é vulgarmente designada pelo nome de “doença dos pontos brancos”. Se bem que a doença não seja tão específica como a dos Paracheirodon e ataque apenas um pequeno número de espécies, pode destruir todos os exemplares de um aquário de Rasbora Arlequim (Rasbora heteromorpha). As cores dos peixes, sobretudo o triângulo preto, tornam-se mortiças, por detrás da película aveludada cor de areia que as recobre.

 

Rasbora heteromorpha - Rasbora ArlequimO tratamento da doença é simples. Coloca-se uma esponja de fio de cobre no aquário que contém os Rasbora Arlequim (Rasbora heteromorpha) e ao fim de 24 horas a película aveludada desapareceu e a esponja pode ser retirada. Não é necessário mudar a água. Num aquário de mais de 100 litros devem colocar-se 1,5 ou duas esponjas. Dado que as diferentes espécies de peixes são mais ou menos susceptíveis ao envenenamento pelo cobre, tem de se ter muito cuidado quando se faz o tratamento num aquário que contenha outras espécies além dos Rasbora Arlequim (Rasbora heteromorpha). O primeiro sintoma de envenenamento é a subida dos peixes à superfície, com as bocas e as guelras abertas. Essa asfixia é devida ao depósito de cobre nas guelras, impedindo a absorção de oxigénio. No caso desse sintoma se manifestar, retira-se o cobre e muda-se metade da água do aquário, acrescentando 1 colher de chá de sal para cada 5 litros de água. Os Rasbora Arlequim (Rasbora heteromorpha) toleram bem a presença de uma quantidade relativamente grande de cobre na água do aquário.

Métodos de reprodução

Nem todos os aquarista estão de acordo no que se refere aos métodos de reprodução a adoptar. As seguintes condições, que podem não ser essenciais, contribuem sem dúvida para aumentar as probabilidades de êxito. Os Rasbora Arlequim (Rasbora heteromorpha) preferem água velha, pouco calcária, com um pH de 6 a 6,5. A temperatura deve ser de 23,5 graus. A água do aquário tem de estar muito limpa, a presença de uma grande quantidade de Infusórios ou de bactérias na água é sempre nociva aos ovos e aos alevins.

Os Rasbora preferem desovar em plantas de folhas largas, que podem ser introduzidas no aquário em pequenos vasos ou presas ao fundo com pesos de chumbo. A luz deve ser fraca e uniforme. Uma iluminação fraca contribuirá também para diminuir as probabilidades de formação de algas, que impedem a adesão dos ovos.

Os sexos devem ser separados até os peixes apresentarem cores muito vivas e brilhantes e até que o abdómen roliço da fêmea indique está cheia de ovos. A identificação do sexo destes peixes não é muito difícil, sendo três os sinais que a permitem, a linha dourada situada acima do triângulo preto é mais avermelhada no macho, a ponta inferior da parte da frente do triângulo é também mais pontiaguda no macho, prolongando-se para lá do lado vertical do triângulo, em forma de anzol.

Nos jovens exemplares a forma do triângulo é igual nos dois sexos, mas à medida que a fêmea amadurece e que os seus flancos se tornam mais roliços, o pequeno traço em forma de anzol desaparece. Como medida de segurança, podem apanhar-se os reprodutores seleccionados numa rede, mantendo-os depois de barriga virada para cima dentro da rede molhada. Nessa posição a diferença das formas é muito visível.

Os machos desta espécie são frequentemente estéreis ou incapazes de fertilizar os ovos, por razões desconhecidas. Por essa razão será conveniente utilizar na reprodução, dois machos para uma fêmea. Os peixes podem desovar em grupos de nove a doze, num aquário de 75 a 100 litros. Um dos preliminares do acasalamento é as escaramuças entre os machos. Essas lutas não são perigosas, e em breve os machos se começam a interessar pelas fêmeas.

Muitos criadores têm-nos descrito o seguinte comportamento assumido pelos reprodutores desta espécie, o macho coloca-se um pouco acima da fêmea, de maneira a que o seu corpo forme um ângulo bastante fechado com o corpo dela. Começam a avançar nadando e o macho deixa-se cair sobre a fêmea, esfregando a parte de baixo e da frente do corpo de encontro à parte de cima e da frente do da fêmea. A fêmea nada então de barriga para o ar até debaixo de uma grande folha, esfregando o estômago de encontro a esta. Quando o macho chega, colocam-se os dois de barriga para cima e abraçam-se. Durante este abraço fremente são libertados e fertilizados vários ovos.

A posição dos peixes de barriga para cima não é obrigatória. A desova faz-se por vezes na face superior das folhas. Os ovos são pouco adesivos e muitos deles caem para o fundo, embora nem sempre se deteriorando e dando origem a novos peixes. Dado que os Rasbora, tal como os Ciprinodontídeos, desovam durante um período de vários dias, convém retirar as folhas e os ovos do aquário, deixando-os incubar em tabuleiros pouco fundos. Os pais não tocam nos ovos, mas comem os alevins. Os ovos que caíram para o fundo do aquário podem ser aspirados com um conta-gotas, parecendo não sofrer com essa operação.

A uma temperatura de 23,5 graous os alevins saem do ovo ao fim de 48 horas. Quando começam a nadar, ao fim de cerca de cinco dias, já são bastante grandes. Não devem ser alimentados com infusórios, a menos que estes sejam bastante grandes. A presença de infusórios ou de uma nuvem de bactérias no aquário parece ser muito nociva aos alevins.

Aconselha a que se acrescentem vários grãos de Acriflavina para cada cinco litros de água do aquário, no caso de aparecer uma dessas nuvens. O tratamento não faz mal aos alevins, mesmo que estes sejam ainda muito pequenos. Os alevins devem ser alimentados com Micro vermes e Camarões de salina recém-nascidos. O triângulo preto aparece ao fim de algumas semanas, e um aquário bastante plantado e com um cardume de jovens Rasbora, é sempre muito decorativo.

Trichogaster leeri
planta aquario Echinodorus berteroi
Echinodorus Berteroi
O nosso grupo no Facebook
Echinodorus Berteroi
Aqualon - 2013 - Janeiro - Fevereiro - Marco
Copyright © 1983- 2020 todos os direitos de autor reservado. Todas as informações e fotografias contidas nesta página não podem ser reproduzidas, mesmo parcialmente, sem o acordo do autor.
Uma paixão que já dura desde da década de 80, mais precisamente em 1983, o ano da descoberta do mundo da aquariofilia com o meu primeiro aquário de 60 litros, neste momento posso dizer que tenho um conhecimento médio/alto. Bio-Peixe Grupo no Facebook ou Facebook